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    Início » Escola Nacional do Hip-Hop avança no MEC e Tocantins integra construção de política educacional antirracista
    Blog Cultura & Sociedade

    Escola Nacional do Hip-Hop avança no MEC e Tocantins integra construção de política educacional antirracista

    Por Núbia Dourado30 de janeiro de 20262 minutos de leitura
    Representantes do Tocantins integram o debate nacional que reconhece o hip-hop como ferramenta de transformação social/Foto: Divulgação

    A cultura hip-hop, nascida nas periferias como expressão de resistência, arte e consciência social, começa a ocupar oficialmente o centro das políticas públicas educacionais no Brasil. O Ministério da Educação (MEC) está estruturando a Escola Nacional do Hip-Hop (H2E), iniciativa da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização, Diversidade e Inclusão (SECADI), que propõe transformar o rap, o grafite, o break e o DJ em ferramentas pedagógicas dentro das escolas públicas.

    Construído a partir do diálogo com o movimento hip-hop de todo o país, o projeto busca fortalecer a educação antirracista e ampliar o acesso de jovens periféricos, quilombolas, indígenas e estudantes da Educação de Jovens e Adultos (EJA) a práticas de ensino mais conectadas com suas realidades culturais.

    A proposta integra a Política Nacional de Equidade e Educação para as Relações Étnico-Raciais e já iniciou reuniões técnicas para a implementação de um programa piloto nacional ainda este ano.

    O Tocantins participa ativamente desse processo. Representado pelo produtor cultural Erval Benmuyal, da Casa do Artesão Ponto de Cultura, o estado articula o movimento local para garantir escutas territoriais e o respeito às especificidades regionais.

    Para os coletivos culturais, o reconhecimento do hip-hop como instrumento educacional representa um avanço histórico: a cultura da periferia deixa de ser marginalizada e passa a ser compreendida como conhecimento, identidade e transformação social.

    Por Núbia Dourado | Cultura e Sociedade


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