Projeto une assistência direta, formação humanizada e mobilização estudantil em ação voltada a regiões de difícil acesso no Tocantins
A Expedição SOMAR Afya inicia nesta sexta, 24, sua 12ª edição com a proposta de ampliar o acesso à saúde em comunidades isoladas da região do Jalapão, no Tocantins. Vinculado à COPPEXII, o projeto reúne atendimentos médicos e odontológicos, ações de educação em saúde e mobilização acadêmica em uma iniciativa que alia prática clínica, extensão universitária e compromisso social. Desde 2019, a ação mantém atuação contínua e já consolidou um histórico de impacto junto à população atendida e à formação dos estudantes envolvidos.
A iniciativa foi estruturada para alcançar territórios marcados pelo isolamento geográfico, pela baixa densidade populacional e pela dificuldade de acesso a serviços de saúde, fatores que dificultam o diagnóstico precoce e o acompanhamento contínuo da população. Na região atendida, 43% da população local é quilombola, segundo dado apresentado no material institucional do projeto, o que reforça a importância de ações itinerantes e articuladas com diferentes parceiros públicos e institucionais.
Ao longo de suas edições, a Expedição SOMAR já mobilizou mais de 1.850 alunos para ações voluntárias e realizou mais de 3.400 atendimentos médicos e odontológicos. O projeto conta ainda com apoio de parceiros como secretarias municipais de saúde, Secretaria Estadual da Mulher, Defensoria Pública e Secretaria de Segurança Pública, fortalecendo uma rede de atuação voltada à promoção da saúde e ao cuidado em áreas mais vulneráveis.
De acordo com a professora Maria Tereza Ribas Sabará, coordenadora de Pesquisa e Extensão, a Expedição SOMAR representa, ao mesmo tempo, uma resposta concreta a necessidades da comunidade e uma experiência transformadora para os estudantes. “A Expedição SOMAR traduz, na prática, o papel social da formação em saúde. Quando levamos atendimento, orientação e escuta a comunidades que convivem com barreiras de acesso, também formamos estudantes mais preparados tecnicamente e mais conscientes da realidade do território onde irão atuar”, afirma.
A proposta da ação vai além do atendimento pontual. O fluxo organizado da expedição inclui recepção, cadastro, triagem, separação de fluxos, atendimento médico geral, encaminhamentos e atividades de educação em saúde, abordando temas como hipertensão, diabetes, saúde da mulher, prevenção de ISTs e alimentação saudável. A iniciativa também prevê oportunidades de evolução na centralização de prontuários e no mapeamento epidemiológico das comunidades atendidas, ampliando a capacidade de gerar dados e orientar futuras ações.
Segundo Maria Tereza, esse modelo fortalece a extensão universitária como ferramenta de transformação social. “Não se trata apenas de ensinar medicina dentro da sala de aula. Trata-se de levar cuidado onde ele nem sempre chega, promover experiência real de aprendizagem e mostrar ao aluno que a formação em saúde também exige sensibilidade, responsabilidade coletiva e compromisso com a vida”, destaca.
Para a comunidade, os impactos envolvem acesso a atendimento, diagnóstico, orientação e ações educativas. Para os alunos, a experiência contribui para a vivência prática, o desenvolvimento clínico e a construção de uma formação mais humanizada. O resultado é uma ação que aproxima ensino e realidade social, consolidando a extensão como parte essencial da jornada acadêmica.
A Expedição SOMAR também reforça o posicionamento da Afya Palmas em projetos que associam ensino, assistência e propósito. “A força do SOMAR está justamente nessa capacidade de unir conhecimento, voluntariado e impacto social. É um projeto que transforma a comunidade, mas também transforma profundamente quem participa dele”, completa a coordenadora.
Fonte: Cênicas Comunicação

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