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    Irrigação implantada na Fazendinha do Calor Humano é modelo para pequenas propriedades da zona Rural de Palmas

    Por Núbia Dourado20 de julho de 20204 minutos de leitura
     
    Os produtores interessados pelo sistema de irrigação podem entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Rural de Palmas e solicitar orientação técnica

     

    Técnica milenar e com bons resultados, a irrigação é um diferencial na prática agrícola. Por meio dela é possível aumentar a produtividade, reduzir perdas, diminuir os impactos causados pelo período de estiagem e auxiliar na aplicação de insumos nas culturas plantadas. A Prefeitura de Palmas, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Rural (Seder), conclui neste mês de julho a implantação de um sistema de irrigação na Fazendinha do Calor Humano, localizada no Centro Agrotecnológico de Palmas (CAP).

    O projeto para irrigar aproximadamente seis hectares é composto por sete talhões, sendo dois de aspersão convencional e os outros cinco por gotejamento, cada um com seu cavalete de controle, conforme explica o engenheiro agrícola da Seder, Charles Moura e Silva. “A água é bombeada para a rede que atende os setores funcionando de forma alternada selecionada por meio da abertura e fechamento dos registros em seus respectivos cavaletes”, detalha.

    Assim que o sistema estiver em pleno funcionamento, até final de julho, uma nova área de milho será cultivada. A irrigação também poderá ser aplicada no cultivo de feijão, mandioca, arroz, melancia, melão, pastagem, dentre outras culturas que aceitam umidade, principalmente nas folhas e caule.

    Algumas pequenas áreas na Fazendinha do Calor Humano já são beneficiadas com irrigação, mas apenas pelo sistema de gotejamento na cultura de banana e batata doce. “Para o gotejamento praticamente todas as culturas podem ser irrigadas. O uso da água é racional e reduz perdas, principalmente por evaporação. O gotejamento economiza insumos e defensivos pelo menor gasto energético com bombeamento e com o controle de plantas daninhas que deixam de receber água da irrigação”, detalha Silva.

    Sobre o manejo, o engenheiro agrícola explica que é fundamental o acompanhamento diário do balanço hídrico em conjunto com o estágio de desenvolvimento em que se encontre a cultura. “Para o talhão com aspersão projetado na Fazendinha, a estimativa é de algo em torno de duas horas de funcionamento diário para suprir a demanda hídrica do milho em estágios mais avançados de desenvolvimento, no entanto para cada cultura o tempo de operação ideal do sistema varia e uma forma prática de o produtor poder determinar o tempo de operação é observando a umidade no solo e a própria planta que apresenta sinais tanto do excesso de água como da sua falta”, ensina Silva.

    Anualmente diversas técnicas de plantio e cultivo são colocadas em prática na Fazendinha do Calor Humano. A iniciativa visa replicar o manejo em propriedades rurais de Palmas, além de fornecer alimentos para as escolas municipais, pois tudo que é produzido no local complementa a merenda escolar.

     

    Especificações técnicas

    A tubulação possui uma adutora em PVC azul específico para irrigação. Os canos estão enterrados e medem 75mm e classe de pressão PN 80, enquanto as tubulações dos cavaletes são de diâmetro 50mm PN 80. “Optamos por essas especificações de cavaletes, pois precisam ser mais rígidos e duráveis, já que ficam expostos a ações mecânicas e manuseio. A escolha de materiais de qualidade é fundamental para o produtor diminuir os prejuízos financeiros com trocas e encarecer os custos do cultivo”, alerta Silva.

    A tubulação nas linhas laterais dos aspersores e as linhas ramais de onde partem os tubos gotejadores é de 50 mm. A classe de pressão instalada é de PN 60 “pois estas serão enterradas ou parcialmente enterradas ficando menos expostas a agentes deteriorantes”, explica o engenheiro agrícola.

    Um dos talhões de aspersão compreende uma área com medidas aproximadas de 95x65m (cerca de 6200m²) contando com três linhas de aspersores fixos e quatro aspersores por linha (12 no total), funcionando uma linha por vez. Os aspersores estão instalados com espaçamento de 18×24 metros e cada aspersor cobre um raio aproximado de 25 metros.

    As especificações técnicas de instalação dos cinco talhões de gotejamento incluem tubos gotejadores espaçados a cada três metros com gotejadores espaçados a cada 30 centímetros de tubo e com vazão de 2,0 litros/hora por gotejador. Estes talhões têm em média 90x90m o que dá cerca de 2700 metros de tubos gotejadores por setor e uma vazão de cerca de 18 mil litros hora.

    Os produtores interessados pelo sistema de irrigação podem entrar em contato com a Secretaria de Desenvolvimento Rural de Palmas e solicitar orientação técnica. A equipe responsável pelo trabalho fará uma visita e planejará todo o projeto de irrigação pretendido, além de acompanhar o desenvolvimento da cultura pretendida.

     
     
     
     
     
     
     

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