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    Povos Tradicionais

    Candidato ao Nobel da Paz, Raoni faz apelo urgente pelo fim do garimpo em Terras Indígenas

    Por Núbia Dourado12 de outubro de 20203 minutos de leitura

    Manifesto assinado pelo Instituto Kabu, Associação Floresta Protegida e Instituto Raoni alerta para a explosão de desmatamento e grilagem nos territórios da etnia

    Conhecido mundialmente pela trajetória de luta e defesa dos direitos dos povos indígenas no Brasil, o cacique Raoni é um dos nomes mais cotados na disputa pelo Nobel da Paz 2020. O prêmio será anunciado nesta sexta-feira (09/10), em Oslo.

    Em paralelo, o “cacique da paz”, como é conhecido, lança um manifesto urgente com as três associações de indígenas Kayapó (Instituto Raoni, Associação Floresta Protegida e Instituto Kabu) do Mato Grosso e sul do Pará contra a legalização do garimpo em Terras Indígenas e com um alerta para o aumento desenfreado do desmatamento e da grilagem em territórios indígenas nos últimos anos.

    Conforme advertem os Kayapó, o desmonte das fiscalizações e o estímulo ao garimpo por parte do governo encorajam as invasões e a exploração predatória. Apenas nos últimos três anos, o garimpo já destruiu cerca de cinco mil hectares de floresta na Terra Indígena Kayapó, um dos epicentros da mineração ilegal. Todo o desmatamento provocado pelo garimpo nessa terra indígena entre a década de 1980 e o ano de 2015 chegou à metade disso: 2,5 mil hectares.

    O acirramento dos conflitos coloca em risco a integridade dos indígenas e potencializa o avanço da Covid-19 no território. Já são ao menos 16 mortes e 2.032 casos nas Tis Kayapó, Menkragnoti, Badjokôre, Capoto Jarina e Baú.

    “Repudiamos a forma como o governo federal vem estimulando a invasão de nossos territórios, seja pela retórica que fortalece o crime organizado, seja pela omissão e fragilização dos órgãos responsáveis pela proteção dos territórios indígenas e pelo combate a atividades ilegais e predatórias”, diz o documento.

    Imagem de satélite mostra garimpo próximo à aldeia Turedjam, na Terra Indígena Kayapó (PA)|Divulgação

    No manifesto, as organizações reconhecem que há indígenas da etnia que decidiram se integrar à cadeia de garimpo, mas ressalta que não representam a totalidade do povo Kayapó. “A crescente pressão sobre nossas comunidades fez com que algumas poucas lideranças fossem seduzidas pelo ganho financeiro rápido e fácil que o garimpo proporciona. Não autorizamos que eles falem em nome do Povo Kayapó (…) Como poderíamos ser a favor de uma atividade que gera profundos impactos ambientais e sociais aos nossos territórios e comunidades? Como poderíamos privar nossos filhos e netos de um território preservado para seguirem vivendo segundo nossos usos, costumes e tradições, como garante a Constituição Federal?”, questiona o texto.

    O ano de 2020 vem sendo desafiador para Raoni. Aos 90 anos, o cacique enfrentou a morte de sua esposa, Bepkwyjka, em junho; uma infecção intestinal e a contaminação pela Covid- 19, da qual ainda se recupera. Em janeiro, cerca de 600 lideranças extrativistas, ribeirinhas, quilombolas e indígenas atenderam ao chamado do cacique e uniram suas vozes na aldeia Piaraçu, Terra Indígena Capoto Jarina (MT), no que ficou marcado como o relançamento da Aliança dos Povos da Floresta.

     

    No encontro, Raoni, que parece ter previsto a necessidade de reunir forças para enfrentar um ano marcado pela destruição do meio ambiente e por ameaças aos povos indígenas e tradicionais, novamente ecoou a mensagem que caracteriza sua biografia: “Não vou desistir, vou continuar até quando o meu corpo resistir. Enquanto o indígena tiver ameaçado, eu vou pedir a paz”.

    Crianças Kayapó na beira do rio Xingu, aldeia Rikaro, TI Kayapó (PA)|Simone Giovine

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