Fechar menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    YouTube
    Tocantins em Foco
    • Home
    • Sobre
      • Equipe
      • Contato
    • Amazônia
    • Cultura
    • Gastronomia
    • Agro
    • Povos Tradicionais
    • Turismo
    • Mais
      • Blog Cultura & Sociedade
    Tocantins em Foco
    Início » Candidato ao Nobel da Paz, Raoni faz apelo urgente pelo fim do garimpo em Terras Indígenas
    Povos Tradicionais

    Candidato ao Nobel da Paz, Raoni faz apelo urgente pelo fim do garimpo em Terras Indígenas

    Por Núbia Dourado12 de outubro de 20203 minutos de leitura

    Manifesto assinado pelo Instituto Kabu, Associação Floresta Protegida e Instituto Raoni alerta para a explosão de desmatamento e grilagem nos territórios da etnia

    Conhecido mundialmente pela trajetória de luta e defesa dos direitos dos povos indígenas no Brasil, o cacique Raoni é um dos nomes mais cotados na disputa pelo Nobel da Paz 2020. O prêmio será anunciado nesta sexta-feira (09/10), em Oslo.

    Em paralelo, o “cacique da paz”, como é conhecido, lança um manifesto urgente com as três associações de indígenas Kayapó (Instituto Raoni, Associação Floresta Protegida e Instituto Kabu) do Mato Grosso e sul do Pará contra a legalização do garimpo em Terras Indígenas e com um alerta para o aumento desenfreado do desmatamento e da grilagem em territórios indígenas nos últimos anos.

    Conforme advertem os Kayapó, o desmonte das fiscalizações e o estímulo ao garimpo por parte do governo encorajam as invasões e a exploração predatória. Apenas nos últimos três anos, o garimpo já destruiu cerca de cinco mil hectares de floresta na Terra Indígena Kayapó, um dos epicentros da mineração ilegal. Todo o desmatamento provocado pelo garimpo nessa terra indígena entre a década de 1980 e o ano de 2015 chegou à metade disso: 2,5 mil hectares.

    O acirramento dos conflitos coloca em risco a integridade dos indígenas e potencializa o avanço da Covid-19 no território. Já são ao menos 16 mortes e 2.032 casos nas Tis Kayapó, Menkragnoti, Badjokôre, Capoto Jarina e Baú.

    “Repudiamos a forma como o governo federal vem estimulando a invasão de nossos territórios, seja pela retórica que fortalece o crime organizado, seja pela omissão e fragilização dos órgãos responsáveis pela proteção dos territórios indígenas e pelo combate a atividades ilegais e predatórias”, diz o documento.

    Imagem de satélite mostra garimpo próximo à aldeia Turedjam, na Terra Indígena Kayapó (PA)|Divulgação

    No manifesto, as organizações reconhecem que há indígenas da etnia que decidiram se integrar à cadeia de garimpo, mas ressalta que não representam a totalidade do povo Kayapó. “A crescente pressão sobre nossas comunidades fez com que algumas poucas lideranças fossem seduzidas pelo ganho financeiro rápido e fácil que o garimpo proporciona. Não autorizamos que eles falem em nome do Povo Kayapó (…) Como poderíamos ser a favor de uma atividade que gera profundos impactos ambientais e sociais aos nossos territórios e comunidades? Como poderíamos privar nossos filhos e netos de um território preservado para seguirem vivendo segundo nossos usos, costumes e tradições, como garante a Constituição Federal?”, questiona o texto.

    O ano de 2020 vem sendo desafiador para Raoni. Aos 90 anos, o cacique enfrentou a morte de sua esposa, Bepkwyjka, em junho; uma infecção intestinal e a contaminação pela Covid- 19, da qual ainda se recupera. Em janeiro, cerca de 600 lideranças extrativistas, ribeirinhas, quilombolas e indígenas atenderam ao chamado do cacique e uniram suas vozes na aldeia Piaraçu, Terra Indígena Capoto Jarina (MT), no que ficou marcado como o relançamento da Aliança dos Povos da Floresta.

     

    No encontro, Raoni, que parece ter previsto a necessidade de reunir forças para enfrentar um ano marcado pela destruição do meio ambiente e por ameaças aos povos indígenas e tradicionais, novamente ecoou a mensagem que caracteriza sua biografia: “Não vou desistir, vou continuar até quando o meu corpo resistir. Enquanto o indígena tiver ameaçado, eu vou pedir a paz”.

    Crianças Kayapó na beira do rio Xingu, aldeia Rikaro, TI Kayapó (PA)|Simone Giovine

    DEIXE O SEU COMENTÁRIO

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegrama Reddit E-mail
    Artigo AnteriorTurismo no Dia das Crianças: viagens de curta distância e busca por natureza
    Próximo artigo Bares da Capital reabrem com música ao vivo e regras de distanciamento

    Leia Também

    Governo Federal avança na regularização de territórios quilombolas no Tocantins

    18 de junho de 2026

    Polícia Civil do Tocantins participa de capacitação nacional sobre atendimento aos povos indígenas

    18 de junho de 2026

    Quebradeiras de coco babaçu ganham reconhecimento como manifestação da cultura nacional

    12 de junho de 2026

    Fórum debate saúde indígena com participação de lideranças e especialistas

    12 de junho de 2026

    Governo do Tocantins fortalece intercâmbio cultural com visita da embaixadora da República Tcheca ao povo Iny-Javaé

    30 de maio de 2026

    Agrotins 2026 promove integração entre turismo ecológico, cultura e agricultura familiar no Tocantins

    12 de maio de 2026
    Últimas Notícias

    Arraiá da Capital traz parque de diversões e novos ambientes temáticos

    Por Redação23 de junho de 2026

    Palmas ultrapassa meta de vacinação contra a poliomielite e amplia proteção infantil

    23 de junho de 2026

    Espetáculo gratuito leva circo, música e arte popular a Taquaruçu

    23 de junho de 2026

    Arraiá da Capital 2026 promete quatro dias de festa, música e tradição em Palmas

    23 de junho de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Sobre
    • Equipe
    • Blog da Núbia
    • Contato
    © 2026 Tocantins em Foco | Desenvolvido por Network F5

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.