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    Audiovisual tocantinense ganha destaque com apoio de mais de R$ 20 milhões

    RedaçãoPor Redação31 de março de 20267 minutos de leitura
    Troféus Ritxòkò se tornaram símbolo do Festival CineToca, projeto contemplado com recursos de edital da Pnab no Tocantins - Foto: Paulo Gualberto/Governo do Tocantins
    Destaque reflete o fortalecimento das políticas públicas após recriação da Secult e valorização de narrativas que conectam a identidade regional
    A projeção do audiovisual tocantinense em festivais nacionais e internacionais tornou-se um dos principais símbolos do novo momento vivido pela cultura no estado após a recriação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult), em 2023. O destaque conquistado nos últimos anos pela produção cinematográfica local reflete o fortalecimento das políticas públicas, o acesso ampliado ao fomento e a valorização de narrativas que conectam a identidade regional.

    A recriação da Secult ocorreu por iniciativa do governador Wanderlei Barbosa, por meio da Lei nº 4.161. Desde então, a estruturação da pasta viabilizou editais, parcerias e programas de incentivo que impulsionaram a produção artística em todas as regiões do estado.

    No audiovisual, os resultados logo se tornaram visíveis. Produções contempladas por editais executados pelo Governo do Tocantins passaram a circular em importantes circuitos de exibição e formação cinematográfica. Entre os exemplos está o documentário Da Aldeia à Universidade, que acompanha a trajetória de estudantes indígenas Xerente no ensino superior e alcançou reconhecimento em festivais nacionais ao abordar temas sociais e educacionais sob uma perspectiva regional.

    Já o longa-metragem Entramas, filmado em Taquaruçu, distrito de Palmas, e produzido integralmente no estado, ampliou a presença internacional do cinema tocantinense ao integrar seleções fora do país.

    O governador do Tocantins, Wanderlei Barbosa, destaca que o reconhecimento das produções audiovisuais demonstra o impacto das políticas públicas estruturadas nos últimos anos. “Quando recriamos a Secult, reafirmamos o compromisso de colocar a cultura no centro do desenvolvimento do Tocantins. O destaque nacional e internacional das produções mostra que investir nos artistas e nos criadores é investir na identidade e no futuro do nosso estado”, reforça.

    Prêmios, festivais e identidade cultural em destaque

    No caso do documentário Da Aldeia à Universidade, o reconhecimento alcançou números expressivos. A produção soma 34 seleções oficiais em festivais de cinema e 13 prêmios conquistados. Entre os principais destaques está a seleção para o 53º Festival de Cinema de Gramado, um dos mais tradicionais do país, onde o filme recebeu o prêmio de melhor trailer e teaser.

    A obra também foi premiada como melhor roteiro e melhor fotografia no 19º Festival de Cinema e Vídeo de Floriano/PI e conquistou os prêmios de melhor documentário e melhor filme pelo júri popular no 23º Festival NOIA, consolidando-se como uma das produções tocantinenses com maior circulação e reconhecimento no circuito nacional.

    A participação em Gramado/RS marcou um feito histórico: o documentário tornou-se o terceiro filme do Tocantins a integrar a programação do festival e o segundo a sair premiado, ampliando o protagonismo do estado em um dos palcos mais relevantes do cinema brasileiro.

    O diretor e produtor da obra, Túlio de Melo, evidencia que os resultados representam não apenas uma conquista individual, mas coletiva. Segundo ele, há um sentimento de orgulho por todo o processo ter sido realizado por uma produtora e distribuidora tocantinenses. “Estamos muito felizes e orgulhosos com os resultados do documentário Da Aldeia à Universidade. O filme foi produzido e distribuído por uma empresa do Tocantins e isso é muito significativo, porque grande parte das produções locais busca distribuidoras de fora do estado. Estamos fazendo história no cinema tocantinense”, enfatiza.

    Já o longa-metragem Entramas também consolidou o audiovisual tocantinense no cenário internacional. Escrita e dirigida por Justino Vettore, a obra foi selecionada para a 6ª edição do Bogura International Film Festival, em Bangladesh, evento que reúne produções de 32 países. O filme é o único longa brasileiro na programação desta edição, tornando-se o primeiro longa contemplado pelo edital da Lei Paulo Gustavo, gerido pelo estado do Tocantins, a alcançar exibição em um festival internacional.

    Produzido pela Fábrica Produções e gravado em Taquaruçu, distrito conhecido por sua riqueza natural e simbólica, Entramas reúne nomes históricos das artes cênicas tocantinenses, como Cleuda Milhomem, Magna Carneiro e Meire Maria.

    Como reflexo direto dos incentivos ao setor, o Tocantins também passou a sediar iniciativas que ampliam a difusão do cinema independente. Um exemplo é o Festival CineToca, realizado com recursos da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) Tocantins. Em sua segunda edição, o evento recebeu 443 inscrições de todas as regiões do Brasil e apresentou 12 obras na seleção oficial de 2025, sendo sete na Mostra Nacional e cinco na Mostra Tocantinense.

    Um dos marcos simbólicos do Festival CineToca foi a criação do Troféu Ritxòkò, escultura em metal maciço desenvolvida pelo artesão tocantinense José Soares. Inspirada nas bonecas Karajá — patrimônio cultural imaterial do Brasil reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) desde 2012 —, a peça homenageia e reinterpreta o patrimônio cultural indígena do Tocantins, associando o audiovisual à ancestralidade e à identidade local. O troféu representa o compromisso da premiação com a valorização dos símbolos culturais do estado.

    Mais de R$ 20 milhões investidos no audiovisual em três anos

    Os avanços também estão ligados ao volume histórico de investimentos no setor. Pela Lei Paulo Gustavo, o Tocantins recebeu R$ 25,6 milhões, sendo cerca de R$ 20,3 milhões destinados ao audiovisual, com execução superior a 99% dos recursos. Ao todo, 87 projetos foram contemplados, beneficiando empresas e criadores independentes, com critérios de regionalização e ações afirmativas que ampliaram a diversidade de vozes e territórios representados.

    Já pela Política Nacional Aldir Blanc, outras 50 iniciativas audiovisuais foram selecionadas, distribuídas de forma equilibrada entre capital e interior, fortalecendo a descentralização cultural. As iniciativas foram contempladas entre as regiões do estado, sendo 14 projetos em Palmas, 12 na região norte, 12 na região central e 12 na região sul.

    A analista técnica do setor audiovisual da Secult, Ana Elisa Martins, ressalta que a recriação da pasta foi decisiva para estruturar o segmento no estado. “O impacto veio principalmente por meio de editais de fomento que financiaram projetos de produção, bolsas e eventos, criando uma base concreta para o crescimento do audiovisual tocantinense”, pontua.

    A servidora complementa que a Secult tem desempenhado um papel fundamental ao estruturar uma base de apoio e incentivos que fortalece o setor e cria condições para seu desenvolvimento. “Há um caminho promissor pela frente, que exige continuidade, articulação e o engajamento conjunto de diferentes atores para que possamos ampliar ainda mais esse potencial”, conclui.

    Projeção nacional

    Além do audiovisual, a projeção nacional da cultura tocantinense também se expressa em outras linguagens, como a participação do Grupo Tia Bem-vinda, com a Suça, em eventos culturais de grande repercussão fora do estado, reforçando a diversidade das expressões artísticas e a presença do Tocantins em diferentes circuitos culturais brasileiros.

    O secretário de Estado da Cultura, Adolfo Bezerra, realça que o audiovisual tornou-se uma das áreas mais dinâmicas da política cultural tocantinense. “O que vemos, atualmente, é o resultado de planejamento, escuta e investimento consistente. As histórias do Tocantins estão chegando a novos públicos, fortalecendo a economia criativa e consolidando o estado como território de produção cultural relevante”, destaca.

    Com três anos de atuação, a Secult consolida uma trajetória de fortalecimento institucional e ampliação de oportunidades para artistas e produtores. A presença crescente do audiovisual tocantinense em festivais e circuitos de exibição simboliza um ciclo de crescimento da produção com mais reconhecimento e mais produções tocantinenses ocupando espaço no cenário nacional e internacional.

    Fonte: Assessoria de comunicação da Secretaria de Estado da Cultura (Secult),

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    #Políticas Públicas Audiovisual Política Nacional Aldir Blanc Secult
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