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    Cultura

    Morre o sambista Riachão, aos 98 anos, em Salvador

    Por Núbia Dourado30 de março de 20205 minutos de leitura

    Baiano é autor de clássicos como ‘Cada macaco no seu galho’ e ‘Vá morar com o diabo’

    O cantor e compositor Riachão morreu nesta segunda-feira, aos 98 anos, em Salvador. Nascido na capital baiana, em 1921, ele era um dos mais importantes sambistas do país. A notícia foi divulgada pela secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA).

    Entre suas composições famosas está “Cada macaco no seu galho”, lançada em 1972 nas vozes de Caetano Veloso e Gilberto Gil em gravação editada em compacto, e “Vá morar com o diabo”, popularizado na voz de Cássia Eller para o álbum “Acústico MTV”. O sambista se preparava para lançar em 2020 um álbum com músicas inéditas, intitulado “Se Deus quiser eu vou chegar aos 100”.

    Riachão nasceu na rua Língua de Vaca, no bairro de Fazenda Garcia, em Salvador, e foi batizado de Clementino Rodrigues. Trabalhou como alfaiate, contínuo de banco, vendedor de cachorro-quente e por 20 anos atuou na Rádio Sociedade da Bahia. A primeira composição, ele fez aos 12 anos, um samba sem título, com os versos: “Eu seu que sou moleque, eu sei / conheço o meu proceder / deixe o dia raiar que a minha turma / é boa para batucar.”

    O apelido lhe foi dado quando ainda era adolescente. “Eu fazia uma pose de brigão e ganhei a fama de Riachão, termo que os baianos usam para falar de gente difícil. Quando menino, eu gostava muito de brigar. Mal acabava uma peleja, já estava eu disputando outra. E aí chegavam os mais velhos para apartar, empregando aquele ditado popular: você é algum riachão que não se possa atravessar”, contou ele ao extinto jornal Diário de Notícias.

    Expoente da era de ouro do rádio baiano nas décadas de 1940 e 1950, Riachão participou de duplas sertanejas e seguiu carreira solo. Teve, ainda na década de 1950, gravada suas composições “Meu patrão”, “Saia”  e “Judas traidor”, todas por Jackson do Pandeiro.

    Depois de Dorival Caymmi, Riachão foi o primeiro compositor baiano a gravar no Rio, ainda na década de 1950, por meio de Jackson. Seus sambas sempre foram contundentes e divertidos: ‘Essa turma que trabalha muito cedo/ vem a fome que faz medo/ e faz a barriga roncar/ vai no caixa compra tique/ pega tique/ leva o tique/ dá o tique para poder almoçar’, cantou em “Eu também quero”. Essa música fez parte de “Sonho de malandro”, seu primeiro LP, lançado em 1973, quando ainda trabalhava como office-boy do Banco de Desenvolvimento do Estado da Bahia (Desenbanco, que, por sinal, patrocinou o disco).

    Sambista aclamado, Riachão ficou 20 anos sem gravar

     

    Em 1972, após sua “Cada macaco no seu galho” ter sido gravada por Caetano Veloso e Gilberto Gil, que voltavam do exílio, teve a canção ‘Barriga vazia’ censurada pela ditadura: ‘Eu, de fome, vou morrer primeiro / você, de barriga, também vai morrer um dia’. Em 1975, ao lado de Batatinha e Panela, também representantes do samba baiano, Riachão gravou o LP “Samba da Bahia”, no qual interpretou “Vou chegando”, “Fúfú”, “cada macaco no seu galho”, “Pitada de tabaco” e “Ousado e mosquito”.

    Após um hiato de quase 20 anos longe do disco, Riachão gravaria um CD em 2000, com os seus maiores sucessos. “Humanenochum” trouxe participações especiais de Caetano Veloso (em “Vá morar com o diabo”), Carlinhos Brown (“Pitada de tabaco”), Tom Zé (“Cada macaco no seu galho”), Armandinho e Dona Ivone Lara. Segundo o sambista, o nome do disco quer dizer “Homem humano que ama a mulher e não a maltrata”, uma homenagem a Dalva, companheira de 30 anos de convivência.

    Em 2001, o sambista baiano ganhou mais visibilidade quando Cássia Eller gravou, em seu “Acústico MTV”, o “Vá morar com o diabo”: “Ai, meu Deus, ai, meu Deus o que é que há/ Ai, meu Deus, ai, meu Deus o que é que há/ A nega lá em casa não quer trabalhar/ Se a panela tá suja, ela não quer lavar/ Quer comer engordurado, não quer cozinhar.”

    Ainda em 2001, Riachão foi objeto do documentário “Samba Riachão”, dirigido pelo cineasta e músico baiano Jorge Alfredo. No cinema, o sambista participou como ator em alguns filmes, entre eles “A Grande Feira” (1961), de Roberto Pires, e “Pastores da Noite” (1972), de Marcel Camus, baseado na obra do amigo Jorge Amado. Em 2002, ele repetiu a dose de “Pastores da noite”, quando o livro foi adaptado pela TV Globo para o formato minissérie.

    Em entrevista ao GLOBO, em 2017, o sambista usou da lógica incontestável e peculiar presente em muitas de suas composições ao comentar as diferenças entre o samba baiano e o das outras partes do Brasil, especialmente o Rio:

    — O pai do samba foi a Bahia, porque foi na Bahia que nasceu o samba, foi na Bahia que nasceu o Brasil, e o samba veio do Brasil, então qualquer parte deste mundo que cantar samba, o pai dele é a Bahia.

     

     

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