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    Geral

    Assembleia Legislativa recebe seminário sobre PEC que visa aliviar débitos dos municípios

    RedaçãoPor Redação12 de junho de 20254 minutos de leitura

    Foi realizado no Plenário da Assembleia Legislativa do Tocantins
    (Aleto), na manhã desta quarta-feira, 11, o seminário estadual sobre a
    Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 066/23, que institui limite para
    o pagamento de precatórios pelos municípios. A PEC também trata sobre
    novos prazos de parcelamento especial de débitos dos municípios com seus
    regimes próprios de Previdência Social e com o regime geral de
    Previdência Social. A emenda é conhecida como PEC da Sustentabilidade
    Fiscal.

    O debate sobre a PEC é conduzido nacionalmente por uma comissão especial
    da Câmara dos Deputados, instalada para discutir a referida Emenda à
    Constituição. No Tocantins, o debate foi mediado pelo deputado federal
    Ricardo Ayres (Republicanos), o qual compõe a comissão nacional.

    O seminário serviu para debater a PEC e seus impactos nas finanças
    municipais, especialmente no que tange ao parcelamento de débitos
    previdenciários, à quitação de precatórios e à sustentabilidade fiscal
    dos municípios.

    Antes da abertura do debate, o presidente da Aleto, Amélio Cayres
    (Republicanos), transformou a sessão ordinária do dia em sessão especial
    para tratar do tema objeto da audiência pública. Autor do requerimento
    que resultou na sessão especial, Amélio disse que o tema proposto na PEC
    é de muita relevância para os municípios. “A pauta dessa emenda é muito
    importante e urgente; e este Parlamento está e estará sempre aberto para
    o debate que represente o interesse coletivo e dos municípios”, afirmou.

    Por sua vez, o deputado Ricardo Ayres garantiu que a realidade das
    dívidas no Tocantins é ainda mais penosa do que no resto do Brasil,
    devido ao fato de as unidades municipais terem arrecadação pequena e
    sobreviverem praticamente por conta do Fundo de Participação dos
    Municípios (FPM). Segundo o parlamentar, o reparcelamento dos débitos
    municipais será bem-vindo, uma vez que permitirá a sobra de recursos
    para investimentos.

    Dívidas dos municípios
    Em um vídeo institucional da Receita Federal, foram demonstrados os
    dados das dívidas dos municípios do Brasil. Segundo o demonstrativo, 4
    mil municípios somam uma dívida de R$ 248 bilhões com o Instituto
    Nacional de Segurança Social (INSS); e 2.180 prefeituras devem R$ 312
    bilhões para o Regime Próprio de Previdência Social (RPPS).

    De acordo com o presidente da Comissão Especial da PEC, deputado Romero
    Rodrigues (Podemos-PB), 70% dos municípios não estão conseguindo pagar
    suas folhas de pagamento devido às dívidas. A aprovação da medida visa
    permitir o parcelamento dos débitos em até 300 vezes, proporcionando
    alívio financeiro às prefeituras.

    Para Antônio Henrique Lindemberg Baltazar, superintendente da 1ª Região
    Fiscal da Receita Federal do Brasil, além dos benefícios que a emenda
    pode trazer, os prefeitos podem usar outros serviços ofertados pela
    Receita e poderão alocar mais recursos para seus municípios.

    O servidor do órgão fiscalizador recomendou, no entanto, a realização do
    convênio do Imposto Territorial Rural (ITR) com a Receita Federal. Além
    disso, sugeriu aos gestores a adesão à nota fiscal eletrônica e a
    colocação da folha de pagamento no E-Social.

    Já o auditor da Receita Federal Jordão Júnior assegurou que a PEC 66
    será uma grande oportunidade para resolver os problemas financeiros
    municipais. Jordão mencionou, entre outras vantagens, que a emenda
    propõe reduzir 40% das multas, 80% dos juros, 40% dos encargos legais e
    25% dos honorários.

    Inadimplência
    O município que fizer a negociação e deixar de cumprir o compromisso,
    após inadimplência de três parcelas consecutivas ou seis alternadas,
    deixará de receber as transferências voluntárias da União, inclusive as
    emendas parlamentares.

    Os eventuais resíduos da dívida, ao final do parcelamento, caso não
    quitados, serão passíveis de parcelamento em mais 60 meses.

    Adesão
    A adesão poderá ser realizada em até 12 meses, a partir da promulgação
    da Emenda Constitucional, e poderá ser feita de forma on-line no portal
    de serviços da Receita Federal. Por sua vez, os valores mensais do
    parcelamento serão objeto de retenção no Fundo de Participação dos
    Municípios.

    ATM
    Joel Rufino, prefeito de Rio dos Bois e diretor financeiro da Associação
    Tocantinense dos Municípios (ATM), que representou o presidente da
    entidade – o prefeito de Cristalândia, Big Jow -, elogiou a realização
    do seminário e reconheceu que a PEC é importante e poderá salvar os
    municípios, que, em sua maioria, devido aos débitos, dependem do FPM.

    O ex-prefeito de Talismã, ex-presidente da ATM e atual secretário da
    Região Metropolitana de Palmas, Diogo Borges, representando o prefeito
    de Palmas, Eduardo Siqueira, aproveitou o momento para reivindicar
    mudanças na norma da Receita Federal que prevê a retenção de recursos do
    FPM nas situações em que o município atrasa o pagamento de algum débito
    com o órgão. O secretário defendeu que a prática seja revista por meio
    de Emenda Constitucional.

    A plateia foi formada por parlamentares estaduais, dezenas de prefeitos,
    vereadores e outras autoridades.

     

    Fonte: ASCOM/Assembleia Legislativa

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