Fechar menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    YouTube
    Tocantins em Foco
    • Home
    • Sobre
      • Equipe
      • Contato
    • Amazônia
    • Cultura
    • Gastronomia
    • Agro
    • Povos Tradicionais
    • Turismo
    • Mais
      • Blog Cultura & Sociedade
    Tocantins em Foco

    Início » Sexta-Feira Santa: entenda o simbolismo e a importância da data para os cristãos
    Geral

    Sexta-Feira Santa: entenda o simbolismo e a importância da data para os cristãos

    Por Núbia Dourado18 de abril de 20255 minutos de leitura
    MARCELLO CASAL JR/AGÊNCIA BRASIL

    Tradição, fé e reflexão marcam um dos momentos mais sagrados da Semana Santa

    A Sexta-Feira Santa é parte do tríduo pascal, celebração da Igreja Católica que retoma a paixão, morte e ressurreição de Jesus Cristo. A data varia a cada ano porque tem como referência o período da Festa de Pessach (páscoa judaica), citado nos evangelhos cristãos.

    “Quando a gente vislumbra o período de preparação para a páscoa, isso vai acontecer por uma tradição que vem desde antes do período cristão, e já era praticada pelo judaísmo”, explica Ana Beatriz Dias Pinto, doutora em Teologia da Pontifícia Universidade Católica do Paraná.

    Segundo a especialista, os escritos relatam que, para os judeus, a festividade ocorria no sábado e domingo de lua cheia após o início da primavera no hemisfério norte (outono no hemisfério sul).

    “Quando Jesus foi sentenciado à morte, eles precisaram antecipar o momento de crucificação dele – que foi o castigo imposto na época – para que não atrapalhasse as festividades dos judeus. Então, acabou sendo numa sexta-feira”, diz.

    Na celebração judaica, a data em que Jesus Cristo foi morto coincidiu com os preparativos da Festa de Pessach. Tradicionalmente um cordeiro é morto em sacrifício para a proteção das moradias sujeitas à décima praga no Egito, que previa a descida do anjo da morte, quando todos os primogênitos seriam mortos em razão da escravização do povo judeu.

    Evangelhos

    “A interpretação teológica desse evento é fundamentada nos evangelhos, principalmente o Evangelho de João e também nas Cartas de São Paulo, quando ele vai falar que Cristo era a verdadeira Páscoa e que foi imolado [morto em sacrifício]”, explica Ana Beatriz.

    A ruptura histórica e cultural promovida pelo sofrimento de Jesus Cristo, posto em sacrifício, impulsionou a criação de uma nova religião, destaca a teóloga.

    “Um homem de carne e osso, que acaba sendo morto e, pela espiritualidade, se compreende que ele veio para cumprir as escrituras. Então, ele vai demonstrar que não existe mais só a necessidade de se sair da escravidão para a liberdade, mas que havia a necessidade desse povo sair do contexto de pecado para um contexto de amor”, reforça Ana Beatriz.

    A sexta-feira retoma exatamente os últimos passos de Jesus até a sua morte, no dia em que foi sentenciado e penitenciado a carregar a cruz na qual viria a ser pregado até perder a vida. Para católicos, na liturgia da Sexta-Feira Santa não acontece o momento da eucaristia, que é uma ação que dá graças à presença de Jesus Cristo. “Dentro dessa dinâmica do simbolismo, a ausência da celebração eucarística está ligada a um caráter de luto. Os católicos entram em luto na quinta-feira à noite”, frisa Ana Beatriz.

    A missa celebrada na data também reserva um momento de adoração da cruz para destacar o sacrifício de Jesus Cristo para redimir o mundo dos pecados, detalha a teóloga.

    “Aqui no Brasil, por termos uma tradição latina, a gente é muito passional. Muita gente beija a cruz, se ajoelha diante dela. Na Europa, por exemplo, as pessoas se aproximam da cruz e fazem uma reverência com a cabeça. Em alguns lugares, fazem uma genuflexão [dobram os joelhos], mas não tem essa coisa de tocar e beijar. Cada povo vai ter um costume”, afirma.

    Também é na Sexta-feira Santa que tradicionalmente algumas cidades encenam a Via Sacra, para relembrar a trajetória de Jesus até a morte e o significado da Paixão de Cristo, que se pôs em sacrifício pela humanidade.

    “O tom que pela tradição da igreja se pede é de austeridade, silêncio, contemplação e luto. É realmente um momento de se lembrar que uma pessoa morreu, que é o líder máximo do cristianismo”, enfatiza.

    Feriado

    No Brasil, desde a chegada dos portugueses, o cristianismo foi adotado como religião oficial do Império e a tradição foi mantida após a Independência em relação a Portugal. Como um país com grande população cristã, a Sexta-Feira Santa é considerada um feriado religioso pelaLei 9.093/1995.

    “Apesar do Brasil ser um estado laico, acabou sendo convencionado que se manteria esse calendário como feriado, porque se faz parte da cultura do povo, da tradição e dos costumes. Se isso faz sentido para o povo, não tem por que retirar do calendário”, reforça.

    Sincretismo

    Além das religiões cristãs, muitas outras celebram a Páscoa com liturgias que trazem um simbolismo próprio.

    “A umbanda e o candomblé, que são algumas das maiores religiosidades de matriz africana no país, a Quimbanda e o Batuque vão celebrar a Páscoa como uma festa de renascimento espiritual. Vão fazer festas para Oxalá, que seria o orixá associado à figura de Jesus Cristo, porque a gente tem um sincretismo muito grande entre as matrizes africanas e o catolicismo”, salienta Ana Beatriz.

    No próprio cristianismo, as práticas e interpretações também variam, afirma a teóloga. “Na doutrina espírita, a ressurreição de Jesus é vista como uma evolução, uma sobrevivência do espírito. Eles não vão ter rituais, mas eles respeitam como um símbolo de renovação interior. E eles, evidentemente, têm também a figura de Jesus Cristo como um profeta, como alguém muito evoluído.”

    Para a pesquisadora, a Semana Santa é um período para reflexões independentes de uma religião e que pode motivar até mudanças sociais.

    “Hoje, a gente pode reinterpretar também o sentido da Páscoa como uma oportunidade de a gente olhar para nós mesmos, para a nossa realidade social, para a nossa realidade econômica, política e pensar, a partir daí, o que a gente quer para a nossa sociedade?”, conclui.

     

    Fonte: Agência Brasil

    DEIXE O SEU COMENTÁRIO

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegrama Reddit E-mail
    Artigo AnteriorInstituto Coca-Cola Brasil Lança Curso Gratuito Online para Jovens Entrarem no Mercado de Trabalho
    Próximo artigo Parque Cesamar recebe Páscoa dos Sonhos em clima de encantamento

    Leia Também

    Tradicional feira volta a funcionar em Taquaruçu Grande após longo período

    1 de maio de 2026

    Evento movimenta cultura e turismo no distrito de Taquaruçu

    1 de maio de 2026

    Evento em Palmas marca os 25 anos do Cadastro Único

    1 de maio de 2026

    Reajuste no Gás do Povo amplia oferta e reduz pressão de fatores externos

    24 de abril de 2026

    Sabor intenso, açúcar zero

    23 de abril de 2026

    Troféu da Copa de Execução 2025 reconhece desempenho da Coca-Cola Bandeirantes

    21 de abril de 2026
    Últimas Notícias

    Tradicional feira volta a funcionar em Taquaruçu Grande após longo período

    Por Redação1 de maio de 2026

    Projeto “Juventude Criativa: Moda Sustentável do Cerrado” incentiva geração de renda em Palmas

    1 de maio de 2026

    Sebrae Tocantins integra discussões sobre compliance e gestão ética

    1 de maio de 2026

    Serviços e orientações chegam a mulheres indígenas em Formoso do Araguaia

    1 de maio de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Sobre
    • Equipe
    • Blog da Núbia
    • Contato
    © 2026 Tocantins em Foco | Desenvolvido por Network F5

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.