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Comunidades quilombolas recebem oficinas sobre identidade gastronômica com o projeto Sabores e Saberes do Cerrado

Comunidades quilombolas recebem oficinas sobre identidade gastronômica com o projeto Sabores e Saberes do Cerrado

 

Por  Cinthia Abreu
 
 
Raízes Gastronômicas leva oficinas práticas e teóricas para as comunidades do Jalapão com patrocínio da Lei Aldir Blanc
 
--Com o objetivo de dar visibilidade e fortalecer os povos quilombolas do Parque Estadual do Jalapão (Tocantins), o projeto Sabores e Saberes do Cerrado tem início nesta quarta-feira, 03, com realização da empresa Raízes Gastronômicas e patrocínio da Lei Aldir Blanc. Serão oferecidas rodas de conversa, palestras, oficinas práticas e cozinha-show com foco na identidade gastronômica regional.

As atividades são realizadas nos quilombos Mumbuca, Boa Esperança, Prata e Barra do Aroeira, coordenadas pela chef de cozinha Ruth Almeida, do Raízes Gastronômicas (Palmas – TO) e com a participação especial do chef e empreendedor social David Hertz, da ONG Gastromotiva, do Rio de Janeiro (RJ). A chef Ruth Almeida explica que o objetivo é trabalhar na contramão do conceito geral de que o único patrimônio do Jalapão são as belezas naturais. “O Jalapão é incrível como pólo turístico não só com os atrativos naturais, mas temos um patrimônio ainda maior que são os nossos povos ancestrais, com a sua cultura, as suas raízes, história e, claro, a gastronomia”, explica a chef Ruth Almeida.

Ele conta que o projeto visa uma troca de experiência de profissionais da gastronomia com os quilombolas, sem mudar o que já é feito, mas sim fortalecer. “Não queremos oferecer um novo modo de fazer, mas sim mostrar que com o que eles já fazem, com o que acessam facilmente no quintal, é possível se produzir alimentos e pratos que vão encantar ainda mais os turistas, empoderando ainda mais as comunidades”, complementa.

Em cada etapa, a caravana do projeto leva receitas e técnicas de gastronomia com produtos típicos do Cerrado, como a galinha caipira, a abóbora, o pequi, o peixe e o chambarii, valorizando a agrodiversidade em receitas culinárias sustentáveis, atrativas e comerciais. “Trata-se de um incentivo para que essas mulheres possam ter renda com doces, bolos, lanches e pratos salgados desenvolvidos a partir de produtos facilmente encontrados na região, como frutos, raízes, animais e plantas”, conclui Ruth Almeida.

Patrocinado pelo Prêmio Aldir Blanc e realizado pela empresa Raízes Gastronômicas, da chef Ruth Almeida, o projeto tem a produção executiva de Cinthia Abreu, da ONG A Barraca, e o apoio cultural das empresas Viva Jalapão e Jalapão Expedições.
 
Ruth Almeida
Chef de cozinha, consultora, pesquisadora da culinária afroindígena, Ruth já foi quebradeira de coco, doméstica, merendeira em escolas públicas e cozinheira em hotéis. Em 2016, participou do reality show “Cozinheiros em Ação”, do Canal GNT, e garantiu a terceira colocação, ao produzir no programa pratos que valorizam a culinária brasileira e da roça, definido pelo chef francês e apresentador do programa, Olivier Anquier, como uma “cozinha de amor”.
 
Foi aí que Ruth Almeida decidiu abrir o seu próprio restaurante, no ano de 2017 – o Raízes Gastronômicas, que valoriza a cozinha regional, e hoje se tornou empresária na área de consultoria, palestras e oficinas nas áreas de gastronomia e empreendedorismo. De lá pra cá, foi consagrada com diversos prêmios na área de gastronomia, como o título de Melhor Chef de Cozinha do Tocantins, pelo Prêmio Dolmã 2018, considerado o Oscar da gastronomia brasileira.
 
Fotos: Elton Abreu e Keven Lopes/ Divulgação
 Comunidades Quilombolas do Jalapão recebem capacitações em gastronomia regional

Comunidades Quilombolas do Jalapão recebem capacitações em gastronomia regional

Da Redação e Ascom Sebrae 

 

As oficinas gastronômicas começaram no último domingo, 06 e seguem até terça-feira, 08

 

O Sebrae Tocantins realizou capacitações nas comunidades quilombolas da região turística Encantos do Jalapão. As capacitações em manuseio e produção de alimentos priorizam técnicas com elementos regionais como buriti, rapadura, mangaba e outros. As oficinas gastronômicas finalizaram nesta terça-feira, 08.

 

As técnicas de preparação, armazenamento e apresentação dos pratos utilizando insumos locais foram sendo apresentadas pela chef Ruth Almeida.  Dessa forma, as comunidades quilombolas recebem a qualificação necessária para se tornarem competitivas no mercado.

 

Para a gerente do Sebrae em Porto Nacional, Camilla Giatti, as orientações reforçam a identidade da culinária regional e fomentam o turismo. “Buscamos a regionalização dos pratos servidos no Jalapão para tornar a gastronomia local reconhecida pelos turistas”, explicou.

(Assessoria de imprensa Sebrae)

Indígenas isolados que vivem no Peru se refugiam no Brasil

Indígenas isolados que vivem no Peru se refugiam no Brasil

“Nunca aconteceu uma aproximação tão intensa de indígenas isolados no lado brasileiro.” O sertanista José Carlos Meirelles fala com a segurança de quem, desde os anos 1970, trabalha com povos isolados do Acre. No fim de janeiro deste ano, chegaram até ele notícias de que um grupo se aproximou de uma aldeia no Alto Rio Iaco, na Terra Indígena (TI) Mamoadate. Os Manxineru da aldeia Extrema, a última dentro da TI, se depararam com vestígios e ouviram assobios como num sinal para não avançarem mais. Para especialistas ouvidos pela Amazônia Real, é muito provável que sejam os Mashco Piro, que formam o maior grupo de indígenas isolados nesta região fronteiriça e também do mundo. 

Os Mashco Piro costumam ficar no período intenso de chuvas na região sul da Amazônia nas partes mais altas e secas. Já nos meses de estiagem, que se estende de abril até o fim de setembro, descem para as partes baixas. Eles são conhecidos por se movimentarem em uma vasta área de floresta – que vai das cabeceiras dos rios Madre de Dios (o Madeira no Brasil) – atravessando o rio de Las Piedras ao Taumanu – e indo até as nascentes dos Rios Acre, Juruá, Chandless, Iaco e Purus. Nesse momento, portanto, deveriam estar longe do território brasileiro.

“Algo deve estar acontecendo para eles se aproximarem tanto do lado brasileiro, pois no Peru, quando [os invasores] topam com índios isolados, eles tocam chumbo”, arrisca o sertanista Meirelles. “Pode ser que estejam procurando no Brasil uma área mais tranquila, e que não falte caça. Pode ser que estejam apenas passando um tempo escondidos. Devem estar se sentindo pressionados.”

Essa pressão pode decorrer de atividades como garimpos, exploração de gás e petróleo, extração descontrolada de madeira e a forte presença do narcotráfico na Amazônia peruana. Mas os Mashco Piro também acabam sendo forçados a se deslocar pela pressão desenvolvimentista dos governos.

A fronteira Brasil-Peru – com extensão de 2,8 mil quilômetros – é uma das mais ameaçadas por explorações econômicas ilegais e projetos de infraestrutura defendidos pelos governos dos dois países. Um dos que ganharam força desde 2019 é a construção de uma rodovia entre as cidades de Cruzeiro do Sul, a segunda maior do Acre, e Pucallpa, capital do departamento de Ucayali. 

O traçado da estrada passa por uma das regiões mais ricas em biodiversidade em dimensão global. E é nesse vasto território que se registra a maior presença de povos indígenas em isolamento voluntário do mundo, incluindo os Mashco Piro nas cabeceiras do rio Juruá.

Outro projeto de grande impacto é a conexão rodoviária entre as províncias de Puerto Esperanza e Inãpari, no departamento de Madre de Dios. A rodovia vai atravessar áreas naturais protegidas no Peru e estaria bem próximo da fronteira com as TIs Mamoadate e Cabeceira do Rio Acre.

“Os Mashco Piro vão ficar bem no meio do traçado da rodovia. A rota tradicional deles vai estar afetada por ramais de madeireiras e de garimpo”, alerta o indigenista José Frank de Melo, assessor técnico do Setor de Geoprocessamento da Comissão Pró-Índio (CPI-Acre). 

Isolados buscam locais mais seguros

Índios isolados fazem contato e recebem banana de Fernando Ashaninka (Foto: Funai/2014)

Em junho de 2014, quando um grupo de isolados fez contato com os Ashaninka da aldeia Simpatia, no alto rio Envira, também região de fronteira, eles estavam em busca de um local mais seguro para fixar moradia. 

Agora considerado um povo de recente contato, os isolados do Xinane relataram que chegaram ao lado brasileiro após serem expulsos por invasores do lado peruano. O sertanista Meirelles participou do processo de aproximação deles com os Ashaninka. Formando um grupo de ao menos 35 pessoas, hoje eles vivem numa base da Fundação Nacional do Índio (Funai) na TI Kampa e Isolados do Rio Envira. 

Já o grupo que se aproximou dos Manxineru na TI Mamoadate, no mês passado, não é o mesmo do Envira. Isso porque os isolados do Xinane falam uma língua do tronco linguístico Pano, enquanto os Mashco Piro são falantes do tronco Arawak, o mesmo dos Manxineru. Para Meirelles, essa estadia numa área perto da aldeia Manxineru não é por acaso. Os Mashco Piro ainda se caracterizam por andar em grandes grupos, podendo chegar a mais de 200 pessoas.  

“O caso de querer fazer contato, acho mais remoto. Mas eles sabem onde estão. Assim como os Manxineru já observaram eles, os Mashco já estão observando os Manxineru há muito tempo, já ouviram que falam uma língua parecida com a deles. Eles não estão ali por acaso. Sabem que estão seguros ali”, explica Meirelles. 

Um efeito causado pelo desmatamento para a abertura de garimpos e a retirada de madeiras nobres na Amazônia peruana é a redução na oferta de alimentos. Tanto assim que a área do quase contato entre os Manxineru e os isolados peruanos é conhecida pela fartura de caça. Com os novos moradores às margens do igarapé Paulo Ramos, os Manxineru também buscam outras regiões para caçar. 

A principal preocupação para essa proximidade dos Mashco Piro é de ela ocorrer no momento da segunda onda da pandemia da Covid-19. “Este é um tempo muito delicado. Se uma pequena gripe já mata isolados rapidinho, imagine a Covid”, diz o sertanista. Ele diz torcer para que os Mashco estejam apenas de passagem pela TI Mamoadate, evitando um contato ainda mais próximo com os Manxineru.  

De acordo a Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab), o Acre tem registrado – até 8 de fevereiro – 2.447 casos confirmados da Covid-19 entre a população indígena, e 29 mortes. Levantamento feito pela Comissão Pró-índio aponta que 103 moradores da TI Mamoadate foram infectados pelo coronavírus. Ao todo, 1.211 pessoas vivem nas 15 aldeias do território.

Os riscos no contato com os Mashco

Os Mascho-Piro em 2012 (Foto: G. Galli/Survival)

Para a coordenadora do programa de Políticas Públicas e Articulação Regional da Comissão Pró-Índio (CPI-Acre), Ana Luiza Melgaço Ramalho, a pandemia não é o único problema. A indigenista diz temer um possível conflito entre Manxineru e Mashco Piro, caso uma das partes se assuste ao se esbarrar com a outra pela floresta. “Qualquer situação de tensão é uma ameaça. Eles não sabem em quem podem confiar. Qualquer passo mal dado, um Manxineru se assusta, esbarra, dá um tiro para o alto e pode virar um conflito”, pondera.

Por sorte, essa possibilidade é reduzida pelo fato de Manxineru e Mashco Piro não serem povos inimigos e falarem a mesma língua. De acordo com a indigenista, é possível que eles tenham formado um mesmo povo num passado distante. Segundo a tradição Manxineru, os Mashco são originários da região que hoje forma a TI Mamoadate, chamando-os de “parentes desconfiados”.  

A separação entre eles pode ter acontecido durante a invasão da Amazônia para exploração da seringa e do caucho entre o fim do século 19 e início do 20. Enquanto os Mashco conseguiram fugir das correrias (matança de índios) promovidas por seringalistas e caucheiros para as regiões mais altas dos rios, os Manxineru acabaram sendo escravizados para trabalhar no corte do látex. 

O sertanista José Carlos Meirelles destaca que os Mashco Piro se caracterizam por ser um povo caçador, não cultivando roçados. Nem mesmo a pesca está entre suas práticas. Por isso, em vez de construir aldeias, montam seus tapiris em áreas com maior fartura de animal. Quando a caça rareia, eles levantam acampamento. Nos meses do verão amazônico, costumam construir os tapiris nas praias formadas às margens dos rios secos. 

“Embora sejam conhecidos como nômades, eles mantêm uma territorialidade definida, andam de acordo com os recursos para alimentação”, explica Ana Luiza Melgaço. “Já encontrei tapiri de Mashco que não tinha sequer uma espinha de peixe num local que você pega peixe com a mão, que tem abundância de tracajá e não tinha um casco. Nem um osso de jacaré. Então é um povo que come só carne de caça. Encontrei entre 50 e 60 tapiris deles numa praia nas cabeceiras do Iaco que não tinha uma espinha de peixe, mas tinha cerca de 15 cabeças de anta e 30 a 40 cabeças de queixada”, relata Meirelles. 

Uma fronteira muito cobiçada 

Comunidade Nativa Bélgica, do povo Yine Piro, no departamento de Madre de Dios (Peru) (Foto: Jardy Lopes/set19)

As regiões de Madre de Dios, no Vale do Alto Acre e de Ucayalli, no Alto Juruá, são caracterizadas pela chamada dinâmica transfronteiriça. A fronteira sul do Peru com o Brasil é separada pelo curso do rio Acre, assim como os limites do Brasil com a Bolívia. Na outra margem do rio vivem os Yine Piro, parentes próximos dos Manxineru e dos Mashco Piro.

Por ser uma das últimas áreas de floresta preservadas do Peru, o território dos Yine é bastante cobiçado pelas grande madeireiras de Iñapari, província de Madre de Dios vizinha a Assis Brasil, no Acre. Isso obriga uma grande e constante movimentação dos povos indígenas.

Já há alguns anos a CPI desenvolve trabalhos de monitoramento dessa dinâmica e acompanha os projetos de infraestrutura dos dois governos para a região. “A pressão está aumentando,  e para os Mashco não é diferente. Tem coisa acontecendo na fronteira que a gente ainda não sabe. Se fizer monitoramento por imagens de satélite vamos ver muitas clareiras [de desmatamento] na região do Alto Rio Acre”,  afirma José Frank, da Comissão Pró-Índio. 

“Toda esta fronteira do Acre, desde as cabeceiras do rio Acre, passando por Ucayali e a Serra do Divisor, além de ser de alta biodiversidade, também guarda uma rica área cultural de povos diferentes e isolados que nem temos conhecimentos de quais são ou quantos são”, reforça Ana Luiza Melgaço Ramalho. “Essa pressão está aumentando cada vez mais. Madeireira, narcotráfico e garimpos, mais a escassez de recursos naturais do lado peruano que reduz alternativas de alimentação.”

Os grupos se observam antes do contato

Aldeia Extrema (Foto: José Frank/CPI Acre/fevereiro de 2020)

Além de buscarem por mais oferta de alimentos, os Mashco Piro devem estar à procura de mais segurança física. Para o sertanista José Meirelles, ainda não é possível afirmar se os isolados desejam estabelecer algum tipo de contato com os Manxineru. Para ele, os novos “moradores” da TI Mamoadate ainda estão numa fase de observação dos vizinhos para saber se é seguro para eles manter seus tapiris por ali. 

A aldeia Extrema fica às margens do rio Iaco, que banha toda a Terra Indígena Mamoadate, a maior em extensão territorial do Acre. Homologado em 1991, o território mede 314 mil hectares espalhados pelos municípios de Assis Brasil e Sena Madureira, sendo habitado pelos Manxineru e Jaminawa. A TI está entre as 11 do Acre com registro da presença ou passagem de grupos isolados, assim como a vizinha Cabeceira do Rio Acre, também território dos Jaminawa e Manxineru.  

A Mamoadate faz limites com as unidades de conservação Reserva Extrativista Chico Mendes, Estação Ecológica Cabeceira do Rio Acre e o Parque Estadual do Chandless. Todos estes rios – Acre, Iaco e Chandless – estão na bacia do Purus, um dos principais afluentes da margem direita do rio Amazonas. 

Apesar da existência desse cinturão de áreas protegidas com quase 2 milhões de hectares, as terras indígenas e unidades de conservação no sudeste do Acre passaram a sofrer, desde 2019, pressões pela expansão da pecuária e extração de madeira. A região é a mais impactada pela política de ocupação da Amazônia implementada durante a ditadura militar (1964-1985), já a partir da década de 1970. 

Os extensos seringais, após o colapso da economia da borracha, viraram fazendas de gado. Foi por essas terras que surgiu o movimento de resistência contra a devastação da floresta, liderado pelo seringueiro Chico Mendes. Em 2019, um ramal começou a ser aberto por um fazendeiro de Assis Brasil nos limites da TI Mamoadate e da Resex Chico Mendes. A justificativa era a de que a estrada serviria para tirar as toras de madeira de projeto de manejo numa de suas fazendas.

O Ministério Público Federal (MPF) recomendou, em setembro de 2019, que o Instituto de Meio Ambiente do Acre (Imac) não concedesse as licenças para a obra não fossem concedidas. Assim, a abertura do ramal foi embargada. O dono da fazenda é processado pelo MPF por ter desmatado mais de 70 hectares de floresta dentro da Resex Chico Mendes sem autorização. 

O avanço das madeireiras na fronteira    

Caminhão entra em território Yine Piro para retirar toras em projeto de manejo desenvolvido na área, com autorização dos indígenas (Foto: Jardy Lopes/set19)

No Peru, as terras indígenas são chamadas de comunidades nativas. Os Yine entregaram parte dos 53 mil hectares das terras da Comunidade Nativa Bélgica, em Iñapari, para o manejo de madeira. Agora, o tráfego de caminhões carregados com tora se intensificou dentro do ramal que passa pela comunidade. “Os donos das madeireiras chegam para a liderança, tiram a madeira, empregam os parentes, mas no final deixa o povo na miséria. Os indígenas ficam sem madeira e sem roçado”, diz José Frank, da CPI-Acre.     

Há um certo consenso entre ambientalistas e pesquisadores de que esses impactos descontrolados na porção sul da Amazônia peruana foram causados pela construção da Rodovia Interoceânica, que tinha como promessa promover o desenvolvimento na tríplice fronteira Brasil-Bolívia-Peru. A estrada pretende conectar a região aos portos do litoral peruano do Pacífico. Na prática, as consequências da obra são a devastação de imensas áreas de floresta para a retirada de madeira e abertura de garimpos. Também a região se tornou uma das novas rotas para o tráfico internacional de drogas e humanos. E os antes protegidos indígenas isolados agora não conseguem mais escapar desses efeitos predatórios. 

O que a Funai tem feito

Posto de Vigilância da Aldeia Extrema (Foto: Equipe Manxineru de monitoramento)

A Funai informou que apoia o trabalho desenvolvido pelos Manxineru de proteção e monitoramento territorial, e realiza ações próprias por meio de expedições e sobrevoos para detectar possíveis ameaças aos grupos isolados. Estas ações são executadas por meio da Frente de Proteção Etnoambiental Envira.

Segundo o órgão, o principal trabalho feito para monitorar a presença dos isolados é feito pelos próprios Manxineru, por meio de um posto de controle construído na aldeia Extrema. A Funai afirma que orienta os Manxineru a adotarem a política de não contato com os “parentes desconfiados” e para evitar a visita de não-indígenas em suas comunidades no atual contexto de pandemia.

“Os colaboradores, cientes da política de não contato [com os isolados] exercida pela Funai, recebem alimentação, combustíveis e auxílio financeiro, exercendo um trabalho permanente que contribui para minimizar os impactos da pandemia nas aldeias do entorno por meio da sensibilização sanitária e do isolamento social”, diz nota enviada à Amazônia Real.

Ainda de acordo com o órgão, o posto de controle pode se comunicar rapidamente por radiofonia com a sede da Funai e que uma barreira sanitária foi instalada no Rio Iaco, próximo de onde os Mashco Piro podem ter passado. Em novembro, foi realizada uma segunda atividade de monitoramento dos isolados e até um sobrevoo chegou a ser realizado, não encontrando “ameaças externas nessa área protegida”, conclui a nota.

Grupo de monitoramento Manxineru em atividade de monitoramento e identificação de vestígios de isolados (Foto: Equipe Manxineru de monitoramento/Jan2020)

Por: Fabio Pontes

Fonte: Amazônia Real

UNESCO DISPONIBILIZA MAIS DE 80 FILMES INDÍGENAS GRATUITAMENTE

UNESCO DISPONIBILIZA MAIS DE 80 FILMES INDÍGENAS GRATUITAMENTE

OS FILMES ESTÃO DISPONÍVEIS PELO YOUTUBE.

Realizado em junho pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO), o Festival de Cinema Indígena Online disponibilizou 92 produções audiovisuais que abordam a diversidade linguística e cultural das populações originárias. Com foco em obras feitas na América Latina e Caribe, a mostra conta com documentários brasileiros sobre os povos Kalapalo e Kawaiwete.

A iniciativa foi promovida por ocasião da Semana da América Latina e Caribe, realizada dos dias 3 a 7 de junho na sede da UNESCO, em Paris. O festival é parte das ações da agência da ONU para comemorar o Ano Internacional das Línguas Indígenas (2019).

O organismo das Nações Unidas lembra que os idiomas dos povos indígenas carregam competências e conhecimentos inestimáveis, permitindo que os falantes dessas línguas participem do desenvolvimento construtivo, dinâmico e criativo da sociedade. A UNESCO acredita que as línguas indígenas têm o potencial de beneficiar não apenas as populações locais, mas também a humanidade inteira.

O festival apresenta mais de 80 filmes de cineastas profissionais da Argentina, Bolívia, Brasil, Colômbia, Chile, El Salvador, México e Peru.

As produções discutem temas como o conhecimento indígena sobre o meio ambiente, educação, produção e consumo sustentáveis, preservação do patrimônio cultural e natural e o papel das mulheres indígenas. As obras estão disponíveis com legendas em inglês/espanhol.

Com o festival, a UNESCO quer reiterar que as línguas indígenas e os seus sistemas de pensamento representam uma fonte valiosa de conhecimentos para o desenvolvimento sustentável, a consolidação da paz e os processos de reconciliação nas sociedades. Esses idiomas, na visão da agência da ONU, trazem informações importantes para os contextos ambientais, educativos, econômicos, sociais e políticos.

Os filmes estão disponíveis online em uma lista de reprodução no YouTube, e podem ser acessados gratuitamente por quem se interessar em aprofundar conhecimentos e olhares sobre os saberes indígenas.

O material tem alto valor pedagógico, e pode ser utilizado na escola por educadores que queiram valorizar a cultura indígena de uma forma mais conectada com a experiência prática das populações tradicionais, explorando outros potenciais educativos que muitas vezes não são contemplados nos livros didáticos.

Esses saberes também podem ser fonte de soluções originais para problemas contemporâneos como as mudanças climáticas, uma vez que os povos indígenas desempenham um papel central na preservação da natureza.

 

Assista: https://www.youtube.com/playlist?list=PLWuYED1WVJIN2UN_XKOKpTvDXv_N520C2 

 

Fonte: Cultura930

Austrália muda seu hino nacional para integrar os povos indígenas

Austrália muda seu hino nacional para integrar os povos indígenas

Por muitos anos, o hino nacional australiano não incluía todos os habitantes de seu país, agora porém, uma mudança radical deixou o país com um sentimento de estar finalmente completo.

Os povos nativos estão finalmente sendo incluídos como parte da nação australiana. O hino nacional do país foi alterado oficialmente no dia 1º de janeiro de 2021. Sua penúltima atualização foi feita em 1878, ano de sua composição e oficialização.

m dois séculos com certeza refletimos muito sobre a importância da integração e reconhecimento dos povos indígenas, que habitam nações há muito tempo e estão finalmente sendo incorporados.

Parte da canção referia-se ao país com a frase “jovem e livre”, porém foi substituída por “um e livre”. Aos olhos do diretor, é claro que o início da história do país não foi recente o suficiente para usar a palavra “jovem” na música do país.

Cerca de 750.000 indígenas já habitavam a Austrália quando a história do país começou, já pertenciam a mais de 400 nações.

“Em termos de cultura, sociedade e população, estamos há 60.000 anos. Definitivamente, não somos jovens ”. declarou Ian Hamm, presidente da Fundação das Primeiras Nações.

Fonte indicada e adaptada: UPSOCL

Educação quilombola é tema de evento nacional

Educação quilombola é tema de evento nacional

 

 Da Redação e Ascom Conaq

 

Conaq realiza a I Jornada Nacional Virtual de Educação Quilombola, nos dias 3 e 4 de dezembro, em parceria com a Universidade de Brasília

 

Pela primeira vez, a educação quilombola será tema de um evento nacional, que deve reunir, de maneira remota, integrantes de comunidades e pesquisadores interessados no tema. A I Jornada Nacional Virtual de Educação Quilombola vai acontecer entre os dias 3 e 4 de dezembro, com mesas temáticas, partilha de experiências, testemunhos e resultados de pesquisas produzidas por intelectuais quilombolas.

 

O evento é uma realização do Coletivo Nacional de Educação Quilombola, da Conaq, em parceria com a Universidade de Brasília (UnB), e estende até o próximo mês as comemorações pelo Dia da Consciência Negra, celebrado em 20 de novembro.

 

“A educação quilombola é uma ferramenta de luta política em defesa de direitos territoriais”, afirma Givânia da Silva, educadora e coordenadora-geral do evento. “É com essa perspectiva de Coletivo de Educação da Conaq convoca professores, lideranças e aliados a participarem da Jornada. Será um importante espaço para troca de experiências e fortalecimento de nossa atuação”, completa.  

 

Segundo dados do Censo Escolar 2018 do Inep, o Brasil conta com mais de 2.450 escolas quilombolas, uma conquista do movimento quilombola nacional. O movimento tem defendido a educação específica como uma prioridade desde 1997, quando houve a constituição da Coordenação de Articulação das Comunidades Negras Rurais Quilombolas (Conaq) – mobilizadora da Jornada.

 

As inscrições para a Jornada estão abertas. Participantes inscritos serão certificados pela UnB.

 

Informações sobre como se inscrever e a programação completa do evento podem ser obtidas em: http://jornadaquilombola.site.com.br

Dois vereadores quilombolas tomam posse para representar Porto Alegre na Câmara

Dois vereadores quilombolas tomam posse para representar Porto Alegre na Câmara

 

Representantes das comunidades “Laginha e São Joaquim”, Neuzair Ferreira dos Santos Alves e Joana Ribeiro de Deus, ambos do PL, vão ocupar duas, das nove cadeiras do Legislativo Municipal

 

Porto Alegre do Tocantins vivenciou na manhã desta sexta-feira, 01, um fato que ficará marcado em sua história política. Pela primeira vez, dois vereadores quilombolas tomaram posse para representar a comunidade portoalegrense na Câmara Municipal.

 

Representantes das comunidades “Laginha e São Joaquim”, Neuzair Ferreira dos Santos Alves e Joana Ribeiro de Deus, ambos do PL, vão ocupar duas, das nove cadeiras do Legislativo Municipal de Porto Alegre do Tocantins.

 

A cerimônia de posse aconteceu pela manhã, na sede do poder legislativo municipal, onde também foram empossados o prefeito reeleito, Rennan Cerqueira (PL), vice-prefeita, Edvam Nepomuceno (PSD) e demais vereadores. “Um momento único para o povo quilombola. Um resultado que nos fortalece, que revela a força e a união do nosso povo. Sempre busquei defender os interesses da nossa comunidade e hoje, quebramos um paradigma, entramos para a política para dar voz às comunidades negras”, destacou o vereador Neuzair.


Emocionada, Joana Ribeiro de Deus falou sobre a representatividade do seu povo. “As comunidades, as culturas, precisam se unir, para serem respeitadas e demonstrarem sua força, seu valor. Estou muito feliz pela confiança que recebemos e juntos vamos trabalhar pelos direitos, pela igualdade”, concluiu.

 

Em seu discurso, o prefeito Rennan Cerqueira falou sobre o fato histórico na política da cidade. “Dona Joana hoje é um exemplo de empoderamento, de força e resistência. Ela e nosso amigo Neuzair hoje, demonstram também que é possível conquistar espaços quando se tem uma comunidade unida. Será um prazer trabalhar ao lado destes dois e em parceria contribuir ainda mais com o desenvolvimento de suas comunidades”, frisou o prefeito, parabenizando os demais parlamentares. “Um dia de felicidade para Porto Alegre do Tocantins, onde tomaram posse seus representantes do executivo e legislativo municipal. Parabenizo os vereadores e afirmo que ao lado da nossa vice-prefeita, vamos dar continuidade ao progresso da nossa cidade”, finalizou Rennan Cerqueira.

 

Fonte: T1 Notícias

Ruraltins recebe representante indígena para dar continuidade aos projetos de bovinocultura na Ilha do Bananal

Ruraltins recebe representante indígena para dar continuidade aos projetos de bovinocultura na Ilha do Bananal

 

 

Da Redação e Ascom Ruraltins

 

Em continuidade à iniciativa do Governo do Tocantins, de incentivar as famílias indígenas na implantação do próprio sistema de produção de pecuária, por meio do acesso ao crédito rural, o Instituto de Desenvolvimento Rural do Tocantins (Ruraltins) recebeu na manhã desta sexta-feira, 20, o cacique Wagner Maerea Javaé, da comunidade Boto Velho (Javaé). A visita à diretoria de Assistência Técnica e Extensão Rural teve como finalidade a apresentação dos documentos necessários que serão encaminhados ao banco. O novo gestor, Fabiano Miranda, também recebeu o representante em seu gabinete.

 

A ação é parte da execução do Mutirão do Agrocrédito, voltado para o levantamento técnico de informações que possibilitem, à gerência de Crédito Rural do Instituto, apoiar as comunidades indígenas na elaboração de projeto de bovinocultura. Na segunda quinzena de agosto, uma equipe do Ruraltins esteve na região da Ilha do Bananal para levantamento dessas informações técnicas com a finalidade de desenvolver projetos voltados para as comunidades indígenas das aldeias Boto Velho (Javaé) e Lankraré (Krahô-Kanela).

 

“Houve uma demanda por parte dos indígenas porque eles sentiam a necessidade de ter o seu próprio rebanho, uma vez que essa região se caracteriza por arrendamento das pastagens nativas para produtores rurais de fora da ilha, então eles [indígenas] sentiram a necessidade de criar o seu próprio gado e garantir melhoria na renda familiar”, destacou o diretor de Assistência Técnica e Extensão Rural, Marco Aurélio Gonçalves.
“Primeiro foi feito o planejamento, executamos as visitas, ficamos uma semana na ilha fazendo todos os levantamentos socioeconômicos e geográficos onde vai ser instalado o projeto produtivo da pecuária de corte, e com isso houve esse desdobramento, após isso a construção do projeto em escritório, apresentação dos documentos por partes dos indígenas, as declarações da Funai [Fundação Nacional do Índio], e agora ele veio trazer os últimos documentos e acertar sobre as tratativas para inserção dos projetos no banco”, explicou o diretor.

 

Para atender as comunidades indígenas da ilha do Bananal nos projetos de bovinocultura, já existe um crédito pré-aprovado no valor de R$ 500 mil na primeira etapa pelo Pronaf, via Banco da Amazônia.

 

O indígena Wagner Javaé reforçou o interesse em buscar o recurso para as famílias da sua comunidade. “Nós temos uma área propícia para a criação de gado, para a agricultura, e, como o governo Federal abriu essa exceção para que nós tivéssemos acesso ao recurso do Pronaf [Programa Nacional da Agricultura Familiar], nos interessamos em fazer o projeto. Lá nós somos 36 famílias, mas inicialmente serão cinco famílias para experimentar, saber como vai funcionar”, disse.

Ação integrada

Esta ação é uma iniciativa do Governo do Tocantins, desenvolvida pelo Ruraltins com o apoio da Secretaria de Estado da Agricultura, Pecuária e Aquicultura (Seagro) e da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc).

 

Foto acima: indígena Wagner Javaé 

Crédito: Delfino Miranda

Colheita do Capim Dourado

Memorial Quilombo Mumbuca ganha Menção Honrosa em premiação tradicional do Iphan

Da Redação e Ascom Adetuc

 

 

 Em sua 33ª edição, Prêmio Rodrigo 2020 bateu recorde com 515 concorrentes.

 

O Memorial Quilombo Mumbuca: Vozes da Cultura Jalapoeira marca o retorno do Tocantins a maior premiação na área do Patrimônio Cultural em todo o país, o Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade. O projeto recebeu menção honrosa da Comissão Nacional de Avaliação. Em 2020, houve um recorde de 515 concorrentes.

 

Criada pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), a premiação acontece desde 1987, reconhecendo iniciativas de excelência e caráter exemplar. Nesta na 33ª edição Prêmio Rodrigo 2020, 12 ações receberão R$ 20 mil em recursos do Instituto. Outras cinco foram reconhecidas como menções honrosas.

Os projetos passaram tanto pela análise das comissões dos respectivos estados quanto pela apreciação da Comissão Nacional, composta por 21 especialistas de renome na área do Patrimônio Cultural. Entre eles, estão técnicos, pesquisadores e professores universitários. Também fazem parte dela a presidente e os diretores dos cinco departamentos do Iphan.

 

“É com grande orgulho que o Governo do Tocantins recebe esta notícia. O Estado possui um importante patrimônio a ser preservado e projetos como este, da Comunidade Mumbuca, reiteram seu valor”, comemora o presidente da Agência do Desenvolvimento do Turismo, Cultura e Economia Criativa (Adetuc) e secretário de Indústria, Comércio e Serviços (Sics), Tom Lyra.

 

Mumbuca


Localizada no município de Mateiros, no Jalapão, e reconhecida como quilombo pela Fundação Palmares, a Comunidade Mumbuca ficou famosa pelo artesanato em capim dourado, iniciado por Guilhermina Ribeiro da Silva, a Dona Miúda (1928-2010), matriarca do povoado. Hoje, sua economia é baseada na produção artesanal, na agricultura e no turismo.

A comunidade é formada possui cerca de 200 moradores, em sua maioria descendentes de escravos que saíram da Bahia no início do século passado, em busca de melhores condições de vida.

A expressão indígena "mumbuca" refere-se a um tipo de abelha azul comum na região.

 

Povoado foi formado em 1909, por descendentes de escravos e colheita do capim dourado é uma das tradições da comunidade.

 

Foto: Esequias Araújo / Governo do Tocantins

Povo Xerente passa a contar com Polo de Apoio às Escolas Indígenas que vai beneficiar servidores de 40 unidades de ensino

Povo Xerente passa a contar com Polo de Apoio às Escolas Indígenas que vai beneficiar servidores de 40 unidades de ensino

 

Da Redação e Ascom Seduc

 

Estrutura montada em Tocantínia já está à disposição dos professores e servidores das unidades escolares

 

A partir da segunda quinzena de novembro, os professores e demais servidores das 40 unidades escolares do Povo Xerente passam a contar com o Polo de Apoio às Escolas Indígenas. A estrutura, instalada pelo Governo do Estado na área urbana de Tocantínia, visa oferecer suporte técnico, pedagógico e operacional às escolas indígenas jurisdicionadas à Diretoria Regional de Miracema (DRE).

“Nosso objetivo principal é realmente facilitar o trabalho dos profissionais que atuam nessas escolas. Com esse polo buscamos oferecer uma solução geograficamente mais acessível que vai minimizar a necessidade do deslocamento até Miracema, onde está sediada a DRE. A estrutura foi montada de forma que atenda os professores, coordenadores e equipe gestora visando à oferta de um ensino de qualidade à comunidade escolar Xerente”, enfatiza a secretária da Educação, Juventude e Esportes, Adriana Aguiar.

A implantação do Polo de Apoio às Escolas Indígenas no município é resultado da parceria firmada entre a Secretaria da Educação, Juventude e Esportes (Seduc) e a Prefeitura Municipal de Tocantínia.  No local, os servidores das unidades de ensino terão à disposição computadores com acesso à internet, onde poderão planejar as aulas, imprimir materiais, alimentar o Sistema de Gerenciamento Escolar (SGE) além de realizar outras atividades administrativas e pedagógicas que antes precisavam ser feitas in loco na Regional de Ensino.

Segundo o gerente de Educação Indígena da Seduc Waxiy Maluá Karajá, a ausência de energia elétrica e a dificuldade de acesso das aldeias até a sede da DRE não mais representarão empecilhos para que os educadores desenvolvam suas atividades.  

“O polo facilita muito o trabalho de todos os servidores. Ao investir na descentralização administrativa e oportunizar essa maior aproximação, o Governo do Estado demonstra o respeito à cultura, à identidade e aos saberes dos povos indígenas e a promove a valorização da educação escolar indigna no nosso Estado”, pondera Waxiy Karajá.

Além da unidade de atendimento às escolas Xerentes, outros três Polos de Apoio às Escolas Indígenas instalados pelo Governo do Estado  já estão em funcionamento: em Itacajá (povo Krahô); em Formoso do Araguaia (povo Javaé); e em São Félix do Araguaia (MT) (povo Karajá).

 

 

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