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    Início » Coronavírus: Um em cada cinco médicos no país está no grupo de risco
    Políticas Públicas

    Coronavírus: Um em cada cinco médicos no país está no grupo de risco

    Por Núbia Dourado31 de março de 20205 minutos de leitura

    Ministério da Saúde projeta que 40% dos trabalhadores do setor terão de se afastar ao longo da crise do novo coronavírus

    Com o avanço do novo coronavírus, o Brasil vai precisar lidar com uma situação já enfrentada em outros países: o adoecimento dos profissionais de saúde durante a pandemia. O Ministério da Saúde projeta que 40% dos trabalhadores do setor terão de se afastar ao longo da crise. O Hospital Sírio-Libanês já afastou ao menos 104 funcionários com a doença. Um levantamento do GLOBO a partir dos dados mais recentes do Conselho Federal de Medicina (CFM), reunidos em 2018, mostra que ao menos um a cada cinco médicos no Brasil possui 60 anos ou mais. Dos 414.831 profissionais dessa categoria no país, 84.310, ou 20,3%, estão nessa faixa etária.

     Em alguns estados do Nordeste a situação é mais crítica: em Alagoas, 28,7% dos médicos são idosos; na Paraíba, 25,8%. No Rio, são 24,8%. Não há dados sobre quantos médicos no Brasil possuem alguma doença que os coloca também no grupo de risco, assim como ocorre com os profissionais acima de 60 anos. Os dados do CFM não apontam se esses médicos estão no SUS ou na iniciativa privada, nem quantos, de fato, estarão na linha de frente. Contudo, dados do Ministério da Economia apontam que o percentual de médicos acima de 60 anos é similar nas redes pública e privada. Enfermeiros e técnicos de enfermagem, que também possuem alto grau de exposição, são categorias com menor proporção de idosos — 2,5% e 4,25%, respectivamente, de acordo com números do Ministério da Economia.

    O vice-presidente do CFM, Donizetti Giamberardino, afirma que o risco de perder mão de obra durante a epidemia é um “grande problema” e também projeta um afastamento de 40% da força de trabalho por causa do Covid-19 e de outras doenças. O CFM recomenda que médicos com mais de 60 anos não atendam diretamente casos de coronavírus. O Conselho Federal de Enfermagem (Cofen) faz a mesma recomendação.

     

    Ex-ministro da Saúde, José Gomes Temporão avalia que o país não tem como abrir mão de um profissional de saúde sequer, mesmo os dos grupos de risco. Ele acredita que, se as medidas de isolamento social não forem cumpridas, a situação vai se agravar muito.

    — Vamos precisar de todos. Vai faltar gente, como vamos abrir mão deles? — analisa Temporão, hoje pesquisador da Fiocruz, para quem é impossível afastar os médicos com mais de 60 anos do atendimento de casos relacionados ao Covid-19. — Isso seria possível se tivesse um número de profissionais para atender os casos graves, o que não temos e não teremos.

    Mário Scheffer, pesquisador da Universidade de São Paulo (USP) e líder do estudo sobre Demografia Médica do CFM, acredita que mesmo com os afastamentos o número de profissionais de saúde no Brasil é suficiente. Porém, ele ressalta que a distribuição das equipes é desigual.

    — O Brasil vai precisar decidir qual é a participação do setor privado na epidemia. E, hoje, o setor privado concentra mais médicos e mais estruturas e leitos de UTI que o SUS proporcionalmente — afirma Scheffer. — Num momento de emergência sanitária, o que se espera é uma readequação disso. Um comando único para que toda a estrutura pública e privada estejam subordinadas a uma lógica única e isso precisa ter uma normatização.

     

     

    No front

    O medo e o cuidado estão presentes em médicos do Rio que estão no grupo de risco. Adilson Mariz, de 66 anos, é cirurgião vascular e trabalha na emergência do Hospital Miguel Couto, na Zona Sul. Na sala de terapia intensiva, montada para atender casos graves de Covid-19, Mariz está no front contra a doença. Ele admite que tem medo e redobrou os cuidados, mas ressalta que há poucos profissionais experientes nas emergências.

    — Você não pode abrir mão de um profissional com experiência de décadas — argumenta o cirurgião.

    Nayá Puertas, de 62 anos, trabalha em uma clínica da família na região central do Rio. Afastada no último dia 17 por apresentar sintomas de uma gripe e do coronavírus, ela não foi testada. Apesar do retorno marcado para o dia 31, Nayá não sabe como será e defende que os médicos mais velhos assumam outras funções.

    — É muito difícil num momento de pandemia que eu me sinta confortável em não trabalhar — afirma.

    Pressão. Waldir Maimone revela preocupação com falta de equipamentos Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo
    Pressão. Waldir Maimone revela preocupação com falta de equipamentos Foto: Alexandre Cassiano / Agência O Globo

     

    O médico radiologista Waldir Maimone, de 59 anos, trabalhava diretamente com os casos de Covid-19 no Hospital Municipal Jesus e no Hospital Universitário Pedro Ernesto, ambos na Zona Norte. Prestes a completar 60 anos, ele luta contra a pressão alta, que piorou no combate à doença, e se afastou. Sem equipamentos de proteção adequados, a preocupação só aumentava.

     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     
     

     

     
     
     

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