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    Saúde

    Tocantins registra alta nos casos de dengue e acende alerta de saúde

    RedaçãoPor Redação26 de março de 20263 minutos de leitura
    Close-up of a mosquito on human skin

    Estado registra aumento de 242% em 2026; infectologista reforça atenção aos sinais de agravamento e risco da automedicação

    Os casos de dengue no Tocantins cresceram 242% nas primeiras semanas deste ano, passando de 50 para 171 registros em comparação com o mesmo período de 2025, segundo dados da Secretaria de Estado da Saúde. O avanço acende um alerta para uma doença já conhecida da população, mas que continua sendo um desafio relevante de saúde pública. Favorecida pelo período chuvoso e pelas altas temperaturas, a proliferação do mosquito Aedes aegypti aumenta o risco de transmissão e torna ainda mais importante reconhecer os sintomas e adotar medidas de prevenção.

    O infectologista e professor da Afya Porto Nacional, Dr. Jandrei Markus, explica que a febre alta de início súbito é um dos principais sinais da doença.

    “A febre costuma começar de forma repentina, podendo ultrapassar 39°C, geralmente acompanhada de dor de cabeça. A dor atrás dos olhos também é bastante característica. A dengue chegou a ser conhecida como ‘febre quebra-ossos’ justamente pela intensidade das dores musculares e articulares”, explica.

    Sintomas exigem atenção

    Embora muitas vezes se inicie com sintomas considerados leves, a dengue pode evoluir rapidamente para quadros mais graves.

    “A dengue não é uma doença simples. Mesmo quadros leves podem evoluir em poucas horas. Sinais como sangramentos, manchas roxas, dor abdominal intensa e vômitos indicam gravidade. Dificuldade para respirar e alterações de consciência também são sinais de alerta”, destaca o especialista.

    Como ocorre a transmissão

    A dengue é uma arbovirose transmitida pela picada da fêmea do mosquito Aedes aegypti. A principal forma de prevenção continua sendo o combate aos criadouros do mosquito, especialmente evitando o acúmulo de água parada.

    Além disso, a vacinação contra a dengue também pode ser uma estratégia complementar de prevenção, conforme recomendação das autoridades de saúde.

    Do quadro leve aos casos graves

    Os sintomas costumam surgir entre quatro e dez dias após a picada. Nos casos mais comuns, incluem:

    • febre alta
    • dor de cabeça
    • dor atrás dos olhos
    • dores no corpo e nas articulações

    Também podem ocorrer náuseas, vômitos e pequenos sangramentos.

    Nos quadros graves, podem surgir:

    • dor abdominal intensa
    • vômitos persistentes ou com sangue
    • manchas roxas na pele
    • sinais de choque, como fraqueza, pressão baixa, confusão mental e desmaios

    Esses casos exigem atendimento médico imediato.

    Automedicação pode agravar a doença

    A automedicação é um dos principais riscos em casos suspeitos de dengue, alerta o infectologista.

    “Muitas pessoas utilizam anti-inflamatórios como AAS, ibuprofeno e diclofenaco para aliviar as dores, mas esses medicamentos podem interferir na coagulação do sangue e aumentar o risco de sangramentos, agravando o quadro”, explica.

    Segundo o especialista, há ainda impacto sobre a função renal: “Esses medicamentos também podem prejudicar os rins. Na dengue, já há redução do volume de sangue circulante, o que pode agravar ainda mais a função renal quando há uso inadequado dessas substâncias.”

    Quando procurar atendimento

    Em caso de suspeita, a orientação é procurar uma Unidade Básica de Saúde (UBS) para avaliação.

    Pacientes com sinais de gravidade devem buscar atendimento de urgência imediatamente, já que a evolução pode ser rápida.

    O período mais crítico da doença ocorre, geralmente, entre o terceiro e o sétimo dia após o início dos sintomas — fase em que a febre pode diminuir, mas os sinais de agravamento podem surgir.

    Pessoas com doenças crônicas, além de crianças, idosos e gestantes, fazem parte do grupo que exige maior atenção durante a evolução da doença.

    Fonte: Cênicas Comunicação

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