Fechar menu
    Facebook X (Twitter) Instagram
    YouTube
    Tocantins em Foco
    • Home
    • Sobre
      • Equipe
      • Contato
    • Amazônia
    • Cultura
    • Gastronomia
    • Agro
    • Povos Tradicionais
    • Turismo
    • Mais
      • Blog Cultura & Sociedade
    Tocantins em Foco

    Início »  Palmas tem um quarto de suas escolas localizadas em das ilhas de calor
    Clima

     Palmas tem um quarto de suas escolas localizadas em das ilhas de calor

    Por Núbia Dourado25 de novembro de 20245 minutos de leitura
    Foto: Luciana Pires.

     

    Estudo realizado pelo MapBiomas, a partir de perguntas do Alana, analisou 20.635 escolas de Educação Infantil e Ensino Fundamental, em todas as capitais
    Em um terço das capitais do país, pelo menos metade das escolas estão localizadas em locais que apresentam temperatura de superfície com 3,57ºC acima da média urbana. A cidade de Palmas tem 23,7% das escolas nessas condições, indicando um desafio ambiental para a educação: afinal, é possível aprender e se concentrar quando a escola está numa ilha de calor?
    Os números fazem parte de uma pesquisa inédita do Instituto Alana a partir de dados levantados pelo MapBiomas e analisados conjuntamente com a Fiquem Sabendo. Foram pesquisadas 20.635 escolas públicas e particulares, de educação infantil e fundamental, para entender o acesso que as crianças e adolescentes têm a áreas verdes e a resiliência das escolas: quais e quantas são extremamente quentes ou correm riscos climáticos, por exemplo? E como essas informações se conectam com desigualdades raciais, territoriais e socioeconômicas?
    O levantamento indica que cerca de 90% das escolas em áreas de risco estão dentro ou em até um raio de 500 metros de favelas e comunidades urbanas, e que 51% dessas escolas tem maioria de alunos que se declaram negros, percentual que cai para apenas 4,7% nas escolas com maioria de alunos que se declaram brancos, evidenciando a conexão entre desigualdades e fatores climáticos, bem como o racismo ambiental.
    A pesquisa mapeou ainda que faltam áreas verdes, tanto dentro quanto no entorno das escolas, situação que é particularmente preocupante na educação infantil, com 43,5% das escolas sem áreas verdes. Nas capitais, 20% das escolas também não têm praças e parques no entorno de 500 metros, o que impacta diretamente mais de 1,5 milhões de alunos de 4.144 escolas. Ao contrário do senso comum, que considera escolas particulares em geral melhores do que públicas, nesse quesito a situação se inverte: apenas 9% das escolas particulares têm mais de 30% de área verde no lote, enquanto nas públicas o percentual é de 31%, o que revela uma grande oportunidade para os equipamentos públicos na ampliação do contato das crianças com a natureza.

    Crédito: Escola em Carapicuíba – SP/Divulgação: Instituto Alana

    A falta de verde nas escolas é agravada por desigualdades raciais e econômicas, sendo maior para estudantes que vivem em favelas e comunidades urbanas, bem como para alunos negros. São eles também os que estudam em escolas localizadas em áreas mais quentes: cerca de 36% das escolas com maioria de alunos negros estão em territórios com temperaturas 3,57oC acima da média de temperatura da capital, enquanto 16,5% das escolas com maioria de alunos brancos encontram-se na mesma situação.
    Considerando que 80% das crianças e adolescentes no Brasil vivem em centros urbanos e passam boa parte do seu tempo na escola, se o acesso a áreas verdes não ocorrer ali, a natureza pode não fazer parte de suas vivências. Está cientificamente comprovado que o contato com a natureza melhora todos os indicadores de saúde e bem-estar de crianças e adolescentes, como imunidade, memória, sono, alívio do estresse, capacidade de aprendizado, sociabilidade e desenvolvimento motor. Em cidades cada vez mais cimentadas, com trânsito intenso e insegurança, têm sobrado às crianças e adolescentes o confinamento em espaços internos – e o excesso de telas.
    Ao mesmo tempo, o clima mudou e é preciso identificar as escolas mais vulneráveis às ondas de calor, alagamentos, enchentes e deslizamentos, agindo para prevenir e aumentar sua resiliência, já que as crianças e adolescentes estão justamente entre os mais afetados por eventos climáticos extremos. “A natureza deve ser fonte de saúde e aprendizado, e não uma ameaça. Por isso, o papel das escolas é central para promover acesso a áreas verdes e adaptação às emergências climáticas. É preciso desconcretar a infância e adotar soluções baseadas na natureza — como jardins de chuva, captação e tratamento de água, restauração da vegetação nativa e compostagem — para prevenir enchentes, equilibrar o calor, aumentar a biodiversidade e, ao mesmo tempo, trazer benefícios para a saúde física e mental das crianças”, diz JP Amaral, gerente de Natureza do Instituto Alana.
    Segundo Maria Isabel Amando de Barros, especialista do Instituto Alana que esteve à frente do trabalho, toda a comunidade escolar deve ser incluída nessa transformação das escolas em locais mais verdes e resilientes. “Escolas são equipamentos numerosos, bem distribuídos pelo território, que funcionam como polos de irradiação de conhecimento e cultura em suas comunidades. Ter a natureza como centralidade e dar às crianças oportunidades para brincar e aprender com ela, contribui com a educação ambiental e climática, fomentando o protagonismo necessário para que crianças e adolescentes possam participar efetivamente da transição verde de nossas sociedades”, diz.
    Sobre o Alana
    O Alana é um ecossistema de organizações de impacto socioambiental que promove e inspira um mundo melhor para as crianças. Um mundo sustentável, justo, inclusivo, igualitário e plural. Um mundo que celebra e protege a democracia, a justiça social, os direitos humanos e das crianças com prioridade absoluta. Um mundo que cuida dos seus povos, de suas florestas, dos seus mares, do seu ar. O Alana é um ecossistema de organizações interligadas, interdependentes, de atuação convergente, orientadas pelos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU. O encontro de um Instituto, uma Fundação e um Núcleo de Negócios de Entretenimento de Impacto. Um combinado único de educação, ciência, entretenimento e advocacy que mistura sonho e realidade, pesquisa e cultura pop, justiça e desenvolvimento, articulação e diálogo, incidência política e histórias bem contadas.
    Fonte:  2PRÓ Comunicação

    DEIXE O SEU COMENTÁRIO

    Compartilhar. Facebook Twitter Pinterest LinkedIn Telegrama Reddit E-mail
    Artigo AnteriorFórum de Políticas Públicas para Mulheres no Tocantins Debate Avanços e Desafios para a Igualdade de Gênero
    Próximo artigo Projeto Portal Amazônico leva oficina de rabeca de buriti para estudantes de escola pública de Palmas

    Leia Também

    Março começa com alerta de ciclone extratropical e risco de chuvas fortes no Tocantins

    1 de março de 2026

    Movimentos sociais propõem Lei da Agroecologia para fortalecer a produção sustentável no Tocantins

    1 de novembro de 2025

    Prefeitura de Palmas emite alerta para chuvas intensas neste final de semana

    16 de fevereiro de 2025

    INMET Emite Alerta de Perigo para 3 a 5 de Outubro

    4 de outubro de 2024

    A Chuva Chegou em Palmas: Alagamentos Afetam Taquaralto e Região Central

    26 de setembro de 2024

    Governo do Tocantins Intensifica Ações contra Queimadas com Apoio do Exército

    23 de setembro de 2024
    Últimas Notícias

    Oficina de Capim Dourado capacita mulheres indígenas para feira cultural em Palmas

    Por Núbia Dourado19 de abril de 2026

    Senac amplia atuação com abertura de novas unidades em Palmas

    17 de abril de 2026

    Agentes culturais recebem capacitação sobre PNAB e Sistema Municipal de Cultura em Lajeado

    17 de abril de 2026

    Coca-Cola Bandeirantes lança Guaraná Kuat Zero Açúcar e reforça linha de bebidas

    17 de abril de 2026
    Facebook X (Twitter) Instagram Pinterest
    • Sobre
    • Equipe
    • Blog da Núbia
    • Contato
    © 2026 Tocantins em Foco | Desenvolvido por Network F5

    Digite acima e pressione Enter para pesquisar. Pressione Esc para cancelar.