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    Grupo Vozes de Ébano representa o Tocantins em encontro nacional promovido pelo Ministério da Cultura

    RedaçãoPor Redação6 de julho de 20265 minutos de leitura

    Espetáculo “Minha Voz é Resistência” integra catálogo de Boas Práticas da Lei Aldir Blanc, produzido a partir de pesquisa da UFBA em parceria com o Ministério da Cultura

    O Grupo Vozes de Ébano, formado pelas artistas Cinthia Abreu, Fran Santos e Malusa, representou o Tocantins no evento “Diálogos sobre o Primeiro Ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura”, realizado pelo Ministério da Cultura, no Rio de Janeiro. A participação do grupo aconteceu por meio da cantora, atriz e produtora cultural Fran Santos, convidada para integrar a programação em razão do reconhecimento nacional do espetáculo “Minha Voz é Resistência”, que passou a compor o catálogo de Boas Práticas da Lei Aldir Blanc.

    O evento integrou a agenda do I Seminário de Avaliação de Resultados da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura, realizado nos dias 30 de junho e 1º de julho de 2026, no Rio de Janeiro. A iniciativa reuniu gestores públicos, agentes culturais, pesquisadores, artistas e representantes da sociedade civil de diferentes estados brasileiros para avaliar os impactos do primeiro ciclo da política, compartilhar experiências e discutir caminhos para o fortalecimento do fomento cultural no país.

    O espetáculo “Minha Voz é Resistência” foi selecionado para integrar o catálogo de Boas Práticas da Lei Aldir Blanc, elaborado por meio de pesquisa da Universidade Federal da Bahia (UFBA) em parceria com o Ministério da Cultura. A publicação reúne experiências consideradas relevantes para compreender os impactos da política pública nos territórios, nas trajetórias dos agentes culturais e na democratização do acesso ao fomento.

    Além da presença no catálogo, a trajetória do grupo e o processo de criação, desenvolvimento e circulação de “Minha Voz é Resistência” também foram registrados em entrevista concedida pelas artistas do Vozes de Ébano. O depoimento integra vídeo institucional apresentado durante o evento, ampliando a visibilidade nacional da experiência tocantinense e destacando a potência da arte como instrumento de afirmação identitária, memória, enfrentamento ao racismo e valorização das mulheres negras.

    Reconhecimento

    Representando o grupo no Rio de Janeiro, Fran Santos destacou a emoção de ver uma criação nascida no Tocantins ser reconhecida em um espaço nacional de avaliação de políticas públicas culturais. “Estar nesse evento, representando o Vozes de Ébano e o Tocantins, foi muito simbólico. Ver esse trabalho reconhecido como boa prática da Lei Aldir Blanc mostra que a política pública, quando chega na ponta, transforma realidades e fortalece trajetórias que muitas vezes foram invisibilizadas”, afirmou Fran Santos.

    O espetáculo “Minha Voz é Resistência” é uma criação cênico-musical que une música, teatro, poesia, memória e ativismo antirracista. A montagem traz ao palco repertórios, narrativas e cenas que dialogam com a ancestralidade negra, com a força das mulheres negras brasileiras e com os desafios enfrentados por essas mulheres em uma sociedade ainda marcada pelo racismo, pelo machismo e por desigualdades históricas.

    Para Cinthia Abreu, cantora, atriz, jornalista e produtora cultural, o reconhecimento nacional do espetáculo reforça a importância de políticas públicas que compreendam a cultura como direito e como ferramenta de reparação histórica. “Quando um trabalho feito por mulheres negras do Tocantins passa a integrar um catálogo nacional de boas práticas, isso diz muito. Diz que a nossa produção existe, tem qualidade, tem pensamento, tem impacto social e precisa ser vista. A Aldir Blanc foi fundamental para que essa voz ecoasse mais longe, para que pudéssemos estruturar o espetáculo, chegar ao público e mostrar que a arte produzida na Amazônia Legal e no Cerrado também fala para o Brasil inteiro”, destacou Cinthia Abreu.

    Malusa, cantora e atriz do grupo, ressalta que o reconhecimento é coletivo e representa também as mulheres negras que se veem refletidas no espetáculo.

    “Esse reconhecimento não é só nosso. Ele pertence a cada mulher negra que se emociona quando nos vê no palco, a cada pessoa que entende que a nossa arte fala de vidas reais, de memórias reais e de lutas que continuam. Estar nesse catálogo é uma forma de dizer que nossas vozes importam e que nossas histórias precisam ocupar os espaços oficiais da cultura brasileira”, afirmou.

    Seminário

    Durante o seminário, o Ministério da Cultura apresentou estudos e debates sobre os resultados do primeiro ciclo da PNAB, incluindo análises quantitativas e qualitativas da política. O estudo “Diálogos sobre o Primeiro Ciclo da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura: Vozes de Gestores, Agentes e Pontos de Cultura” teve como objetivo escutar experiências de diferentes regiões do país e compreender como a política impactou agentes culturais, grupos, coletivos, Pontos de Cultura e gestões públicas.

    Para Fran Santos, a participação no Rio de Janeiro também foi um momento de aprendizado e troca com artistas, pesquisadores e gestores de todo o Brasil.

    “O seminário nos permitiu perceber que existem muitas realidades diferentes, mas também muitos desafios parecidos. A cultura brasileira é muito rica, mas ainda precisa de políticas permanentes para chegar a quem historicamente ficou de fora”, completou Fran Santos.

    Sobre o Vozes de Ébano

    O Vozes de Ébano é um grupo artístico tocantinense formado por Cinthia Abreu, Fran Santos e Malusa. Com atuação na música, no teatro, na poesia e no audiovisual, o grupo desenvolve trabalhos voltados à valorização da identidade negra, ao protagonismo de mulheres negras, à memória ancestral e ao enfrentamento ao racismo. Suas criações unem arte, ativismo, afeto e reflexão social, construindo pontes entre palco, comunidade e políticas públicas de cultura.

    Fonte: Cinthia Abreu 

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    #Políticas Públicas Lei Aldir Blanc Minha Voz é Resistência Rio de Janeiro seminário Vozes de Ébano
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