Julho Turquesa alerta para sintomas como ardência, vermelhidão, sensação de areia nos olhos e visão embaçada
Em algumas regiões do Tocantins, julho costuma trazer uma combinação conhecida pelos moradores, com calor, poeira, ar-condicionado ligado por mais tempo e queda na umidade do ar. O desconforto aparece na pele, na garganta e também nos olhos. Nesse período, sintomas como ardência e sensação de areia podem indicar mais do que irritação passageira. Eles estão entre os sinais da Síndrome do Olho Seco, tema da campanha Julho Turquesa.
A condição afeta pelo menos 26 milhões de brasileiros, segundo estimativas da Sociedade Brasileira de Oftalmologia. Ela ocorre quando há alteração na quantidade ou na qualidade da lágrima, responsável por proteger, lubrificar e manter saudável a superfície ocular. Quando essa proteção falha, os olhos ficam mais expostos ao ressecamento, à inflamação e a pequenas lesões que podem comprometer o conforto visual e a qualidade de vida.
Em Palmas, o alerta se torna ainda mais importante durante o período seco, quando a baixa umidade, o calor e a poeira passam a fazer parte da rotina. Em junho, a Defesa Civil de Palmas alertou para índices de umidade entre 30% e 20%, conforme aviso do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet). A rotina diante das telas também pesa nesse quadro. Ao usar computador, celular ou tablet por muitas horas, a pessoa tende a piscar menos, o que prejudica a distribuição da lágrima sobre os olhos.
Segundo a Dra. Lorena Dupin, oftalmologista do Hospital de Olhos de Palmas (HOP), um erro comum é tratar os sintomas como algo normal. “Ardência, vermelhidão, coceira, sensação de areia nos olhos, lacrimejamento em excesso e visão embaçada não devem ser ignoradas, principalmente quando aparecem com frequência. Muitas pessoas acreditam que é apenas cansaço ou consequência do clima, mas esses sinais podem indicar alteração na lubrificação ocular e precisam ser avaliados”, explica.
A síndrome do olho seco é mais frequente em áreas urbanas e entre mulheres. Uma pesquisa da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo, publicada na revista Clinics, aponta prevalência de cerca de 40% nas cidades e incidência superior a 35% no público feminino. Além do clima e das telas, uso de lentes de contato, baixa ingestão de água, medicamentos, alterações hormonais e envelhecimento podem aumentar o risco.
O diagnóstico é feito em consulta oftalmológica e o tratamento depende da causa e da intensidade do quadro, podendo incluir lágrimas artificiais, mudanças de hábitos e acompanhamento regular. “O olho seco tem tratamento, mas precisa ser avaliado por um oftalmologista. Quanto antes o paciente procura atendimento, maiores são as chances de controlar os sintomas, proteger a superfície ocular e evitar prejuízos em atividades como trabalhar, ler, dirigir ou usar o celular”, destaca o oftalmologista.
Fonte: Precisa Assessoria e Comunicação

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