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    Pedra Viva destaca beleza e versatilidade das rochas tocantinenses na CASACOR 2026

    RedaçãoPor Redação24 de setembro de 20266 minutos de leitura

    Ambiente apresenta materiais de Formoso do Araguaia, Xambioá e Dianópolis e mostra como a pedra pode ultrapassar os revestimentos para ocupar o mobiliário, a arte e o design

    O que a formação geológica do Tocantins pode contar sobre o Estado? No ambiente Pedra Viva, da CASACOR Tocantins 2026, essa história aparece nas cores, nos veios, nas texturas e na transparência de rochas naturais encontradas em diferentes regiões. Mais do que revestimentos, elas se transformam em mesas, painéis, objetos e peças desenhadas especialmente para o espaço.

    Criado pelos arquitetos Bruno Freitas, Cássia Veras e Alexandra Rabelo, o ambiente conta com o apoio do Governo do Tocantins, por meio da Secretaria da Indústria, Comércio e Serviços (Sics). O projeto evidencia a diversidade das rochas encontradas no estado e apresenta suas possibilidades de aplicação na arquitetura e no design, aliando identidade regional, estética e potencial econômico.

    A visita foi concebida como uma viagem simbólica pelo Estado. O percurso começa em Formoso do Araguaia, passa por Xambioá e Dianópolis, atravessa as tonalidades do Cerrado e das Serras Gerais e termina nos azuis que remetem ao Lago de Palmas.

    “A proposta é revelar as riquezas do Tocantins por meio da arquitetura e do design, tendo como protagonistas as rochas naturais do Estado. Queremos mostrar que elas podem ir além dos usos tradicionais e se transformar em mobiliário, objetos, arte e elementos de design”, explica a arquiteta Cássia Veras.

    As características de cada material orientaram a composição do ambiente. Origem, tonalidade, textura, desenho dos veios e relação com a iluminação foram considerados na escolha das aplicações. A paleta acompanha esse percurso: parte dos tons terrosos ligados ao Cerrado e às Serras Gerais e chega às tonalidades azuis associadas ao Lago de Palmas.

    Na fachada, o visitante encontra o Opus White, rocha natural de Formoso do Araguaia. De acordo com o geólogo Otton Nunes Pinheiro, responsável pela Diretoria de Geologia e Mineração da Ameto, o material é resultado do metamorfismo de rochas carbonáticas submetidas, ao longo do tempo, a pressão, temperatura, movimentos tectônicos e processos erosivos.

    Essa formação conferiu resistência à rocha e produziu características estéticas particulares. “Trata-se de uma condição geológica muito específica, que dificilmente se repete exatamente da mesma forma em outros lugares”, afirma Otton.

    Outro material apresentado no projeto é conhecido comercialmente como Ônix de Xambioá. Do ponto de vista geológico, porém, ele possui características mais próximas às de um quartzo de alta pureza, com elevada concentração de dióxido de silício. A presença de outros elementos, entre eles o ferro, contribui para as variações de cor observadas na pedra.

    A dureza do quartzo amplia suas possibilidades de aplicação. O material também chama a atenção pela translucidez, que pode ser valorizada com iluminação. Técnicas de preenchimento das fissuras naturais com resina ajudam a melhorar o acabamento e permitem criar efeitos visuais, além de viabilizar o aproveitamento de partes da rocha que antes poderiam ser descartadas.

    No Pedra Viva, esses materiais aparecem em mesas de centro e de apoio, na mesa principal, no bar, em painéis e em peças de formas orgânicas desenhadas para o ambiente. “A proposta foi mostrar que a pedra pode sair do lugar mais convencional do revestimento e assumir outras funções. Ela pode ser mobiliário, objeto, arte e design”, destaca Cássia.

    A execução exigiu um trabalho conjunto entre os profissionais e os fornecedores. Entre os principais desafios estiveram a logística, o prazo e a intenção de apresentar o maior número possível de rochas, transformando parte delas em peças exclusivas.

    Potencial ainda em estudo

    Além dos materiais já conhecidos, o Tocantins possui outras ocorrências que ainda precisam ser estudadas e caracterizadas. Uma delas é uma rocha encontrada na região de Dianópolis, que ainda não recebeu uma denominação definitiva.

    Para identificar e classificar um material, são necessárias análises mineralógicas e químicas, além de ensaios físicos que avaliam características como densidade e resistência à abrasão. Segundo Otton, está sendo iniciado um estudo sobre as rochas ornamentais do Estado, com previsão de cooperação técnica com centros especializados.

    O levantamento deverá ajudar a identificar a origem, a composição, as propriedades e as aplicações mais adequadas de cada material. Também poderá esclarecer a procedência de rochas que já são comercializadas ou utilizadas em obras, mas cuja ligação com o Tocantins nem sempre é conhecida ou divulgada de forma precisa.

    Esse conhecimento é considerado fundamental para o desenvolvimento de uma cadeia produtiva estadual. O Tocantins já possui matéria-prima e empresas que atuam na exploração de algumas rochas, mas o objetivo é avançar para outras etapas, como beneficiamento, desenvolvimento de produtos e agregação de valor.

    “O próximo passo é ampliar o conhecimento sobre as ocorrências, caracterizar os materiais e apresentar informações confiáveis aos empresários e investidores. A proposta é que o Tocantins não seja apenas fornecedor de matéria-prima, mas desenvolva uma cadeia produtiva mais completa”, explica o geólogo.

    A extração de rochas ornamentais possui características diferentes da mineração de metais e pode ocorrer de forma localizada, especialmente quando o material está próximo da superfície. Ainda assim, cada empreendimento depende de estudos, definição adequada do método de lavra, licenciamento, acompanhamento dos órgãos competentes e recuperação posterior da área utilizada.

    Ao reunir pesquisa geológica, arquitetura e experimentação, o Pedra Viva leva esse debate para dentro da CASACOR. Para Cássia Veras, a expectativa é que o público reconheça não apenas a beleza dos materiais, mas também sua diversidade e versatilidade.

    “Esperamos que o visitante perceba que as rochas tocantinenses podem ir muito além dos revestimentos tradicionais. São materiais com potencial para se transformar em mobiliário, arte e design e ganhar destaque no Brasil e no mundo”, conclui.

    CASACOR Tocantins 2026

    Com o tema “Mente e Coração”, a quinta edição da CASACOR Tocantins reúne 34 ambientes assinados por profissionais de arquitetura, design de interiores e paisagismo. A mostra ocupa o AMA – Orquidário de Palmas e apresenta projetos que aproximam soluções contemporâneas de referências ao Cerrado, às paisagens, à produção artística e aos saberes presentes no Estado.

    A programação conta com um circuito aberto, que reúne atrações gratuitas, e um circuito fechado, no qual estão os ambientes expositivos com acesso mediante ingresso. A visitação segue até 10 de outubro.

    Serviço

    CASACOR Tocantins 2026 – Mente e Coração

    Período: até 10 de outubro de 2026

    Horário: de segunda a sexta-feira, das 16h às 22h; sábados, domingos e feriados, das 12h às 21h

    Local: AMA – Orquidário de Palmas

    Endereço: Quadra 402 Sul, Avenida LO-9, nº 48, Palmas (TO)

    Ambiente: Pedra Viva

    Ingressos: disponíveis antecipadamente no canal oficial de vendas da CASACOR Tocantins 2026

    Link: https://sl1nk.com/PEyT7XB

     

    Fonte: Cênicas Comunicação

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    #Sics AMA – Orquidário de Palmas CASACOR 2026 design Formoso do Araguaia Pedra Viva rochas tocantinenses Xambioá e Dianópolis
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