Capacitação reuniu artesãs indígenas, com foco na produção artesanal, empreendedorismo e preparação para a 2ª Feira Cultural de Artesanato, em Palmas
Entre os dias 18 e 20 de abril, o município de Rio Sono (TO) recebeu a Oficina de Capim Dourado – Trançando Saberes do Jalapão, iniciativa do Instituto Terra Dourada dentro do projeto Mulheres Empreendedoras da Amazônia.
A ação reuniu mulheres indígenas da Aldeia Novo Horizonte e da comunidade local em uma programação de capacitação que incluiu atividades práticas de artesanato e uma palestra de empreendedorismo com o Sebrae Tocantins. O objetivo foi preparar as participantes para a 2ª Feira Cultural de Artesanato, que será realizada nos dias 28 e 29 de abril, em Palmas.
Durante os três dias de oficina, as participantes produziram peças como chapéus e vasos decorativos, aprimorando técnicas e elevando a qualidade do acabamento dos produtos. A formação foi conduzida pela mestra artesã Durvalina Ribeiro, que destacou o desempenho das participantes.
“Essa foi uma das oficinas mais produtivas que já tivemos. Mesmo com peças mais difíceis, todas conseguiram concluir com qualidade e muito capricho. Dá pra ver a evolução e o empenho de cada uma”, afirmou.
A artesã Suelene Xerente, da Aldeia Rio Sono, também destacou a importância das oficinas para sua trajetória dentro do projeto.
“Não faltei nenhuma oficina do Mulheres Empreendedoras da Amazônia. Em cada encontro, a gente aprende mais, ganha mais conhecimento e mais vontade de continuar empreendendo com o artesanato, que é o que eu amo fazer”, afirmou.

Além da produção artesanal, a programação contou com a participação do Sebrae Tocantins, que ofereceu orientações sobre gestão, comercialização e fortalecimento de negócios, ampliando a visão das participantes para o mercado e as oportunidades de geração de renda.
Além da produção artesanal, a programação contou com a participação do Sebrae Tocantins, que levou orientações sobre gestão, comercialização e fortalecimento de negócios, ampliando o olhar das participantes para o mercado.
Para a idealizadora e coordenadora do projeto, Núbia Dourado, a etapa marca um avanço importante e reforça a necessidade de valorizar cada vez mais o trabalho e a força dessas mulheres da terra.
“Encerramos agora a etapa de oficinas dentro do projeto Mover-se na Web e seguimos para a nossa 2ª Feira Cultural de Artesanato, com o objetivo de dar visibilidade ao artesanato indígena em Palmas e valorizar cada vez mais essa cultura.
Nosso sentimento é de gratidão a todos os parceiros e colaboradores. O próximo passo é fortalecer a presença digital, investir na plataforma e ampliar as estratégias de vendas, garantindo autonomia para mulheres indígenas e quilombolas.
Também estamos trabalhando a conscientização sobre o manejo e a preservação do capim dourado, que é a nossa matéria-prima e identidade do Tocantins. Cuidar disso é garantir o futuro dessas mulheres e do próprio projeto”, destacou.

A iniciativa reforça o compromisso com a valorização dos saberes tradicionais, a geração de renda e o fortalecimento da bioeconomia, conectando cultura, sustentabilidade e empreendedorismo feminino.

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