Em Palmas, aumento da adesão ao esporte reforça a necessidade de ambulância, equipe capacitada e planejamento de resposta rápida nas provas
O avanço das corridas de rua no Brasil tem transformado a organização desses eventos em uma operação cada vez mais complexa. Um levantamento da Associação dos Organizadores de Corrida de Rua e Esportes Outdoor (ABRACEO) aponta que o país registrou 5.241 corridas em 2025, contra 2.827 no ano anterior, uma alta de 85%. No Tocantins, a prática também ganhou força, com média de 20 a 30 provas realizadas por ano e boa parte desse calendário concentrada em Palmas, onde atletas amadores, grupos de corrida e participantes de primeira viagem têm ocupado cada vez mais as ruas.
Com mais pessoas nas ruas, cresce também a diversidade de perfis entre os corredores. Há quem treine com acompanhamento profissional, mas também quem decide participar por incentivo de amigos, busca por saúde ou desejo de superar limites pessoais. Esse cenário exige atenção porque intercorrências podem surgir mesmo em percursos curtos, especialmente em cidades de clima quente, onde esforço físico, desidratação e exposição ao sol aumentam o desgaste do corpo.
Entre os atendimentos mais comuns nesse tipo de evento estão quedas, torções, escoriações, câimbras, queda de pressão, náuseas, tontura e exaustão pelo calor. Em situações mais graves, sintomas como dor no peito, falta de ar intensa, confusão mental, desmaio ou crise convulsiva exigem resposta imediata. A depender do quadro, a rapidez no primeiro atendimento e no encaminhamento adequado pode influenciar diretamente a evolução do paciente.
Para Domingos Quirino, gestor da Care Med Solutions, empresa especializada em UTI móvel e cobertura de eventos, a segurança de uma corrida começa muito antes da largada. “Quando a equipe médica participa do planejamento, é possível definir melhor onde a ambulância ficará posicionada, como será o acionamento, quais rotas estarão livres e qual unidade de saúde poderá receber o paciente em caso de necessidade. Esse preparo reduz improvisos e dá mais segurança para corredores e organizadores”, explica.
A discussão sobre corrida segura também tem ganhado espaço nacionalmente, com orientações voltadas à regularização das provas, presença de estrutura médica, postos de hidratação, comunicação eficiente entre equipes e organização do fluxo de atendimento. Para os participantes, a recomendação é não ignorar sinais de alerta. Mal-estar persistente, tontura que não melhora, dor ou pressão no peito, alteração de consciência e falta de ar fora do habitual são sinais de que a prova deve ser interrompida e a equipe de saúde acionada.
Segundo a corredora Daniela Alencar, a presença de ambulância muda a percepção de quem participa. “Quando participamos de uma corrida, saber que há uma ambulância e uma equipe preparada acompanhando a prova traz muito mais segurança. A gente espera nunca precisar desse atendimento, mas essa estrutura faz toda a diferença para que os atletas possam correr com mais tranquilidade.” explica a corredora.
Fonte: Precisa Assessoria e Comunicação

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