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    Povos Tradicionais

    Povo Xerente consolida propostas para o REDD+ em reunião histórica em Tocantínia promovida pelo Governo do Tocantins

    Por Núbia Dourado24 de maio de 20254 minutos de leitura
    Evento realizado no Cemix reuniu lideranças indígenas das setes regiões do território Xerente - Divulgação Semarh/Governo do Tocantins file

    As demandas consolidadas irão compor um documento específico dos subprogramas do REDD+ que contemplam ainda agricultores familiares e as  comunidades tradicionais e quilombolas.

    O Governo do Tocantins, por meio da Secretaria do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Semarh) e da Secretaria dos Povos Originários e Tradicionais (Sepot), promoveu na última quinta-feira, 22, uma reunião no território Xerente, em Tocantínia, para consolidação das demandas apresentadas pelo povo Xerente durante as cinco Oficinas Participativas do REDD+ (Redução das Emissões de Gases de Efeito Estufa por Desmatamento e Degradação Florestal), realizadas dentro do território indígena.

    Em um dia intenso de atividades, o evento foi realizado no Centro de Ensino Médio Indígena Xerente (Cemix). Estiveram presentes nas discussões a chefe do Serviço de Gestão Territorial e Ambiental da Funai – Coordenação Regional Araguaia-Tocantins, Clarisse Marina dos Anjos Raposo; o indigenista da Funai, Luiz Eduardo Lian Biagioni; e o representante indígena junto ao órgão, Oscar Skwakarkwa Calixto Xerente.

    Também participaram o secretário dos Povos Originários e Tradicionais, Paulo Xerente; os vereadores de Tocantínia, Edmar Xerente, Leomar Xerente e Élcio Xerente; além do secretário de Desenvolvimento dos Povos Indígenas de Tocantínia, Reginaldo Xerente.

    A abertura do evento foi marcada por depoimentos emocionados de anciãos indígenas, que expressaram preocupação com os impactos das mudanças climáticas no cotidiano do povo Xerente. “Antigamente a gente caçava e hoje em dia é raro pegar um peixe”, relatou o cacique Manuel Sukê, manifestando a esperança de que o REDD+ traga resultados positivos para sua comunidade.

    Essa preocupação foi reforçada pelo secretário Paulo Xerente, que conclamou os indígenas a se organizarem em associações e a se unirem, destacando a importância do momento em que o Brasil se prepara para sediar a COP 30, em Belém (PA). “A primeira coisa que precisamos é ter nossa organização fortalecida”, afirmou.

    Subprograma

    As contribuições colhidas durante as oficinas foram consolidadas em um documento que integrará o subprograma do REDD+, voltado para povos indígenas, comunidades tradicionais, quilombolas e agricultores familiares. “Este processo não se encerra aqui. Até a realização da audiência pública, ainda podemos aperfeiçoar este documento”, explicou a assessora técnica do REDD+, Rose Sena.

    Entre as principais demandas destacadas pelos indígenas estão: fortalecimento das organizações indígenas, formação de novas lideranças, proteção do território, combate às queimadas, melhoria da infraestrutura nas aldeias — como escolas, postos de saúde, creches, acesso à internet — e apoio à produção local. “São consolidações que nascem da vivência dos problemas que sentimos na pele”, afirmou a professora do Cemix, Edite Smikidi de Brito.

    “Este processo foi importante para todos nós, não só para mim como pesquisador, mas para todo o nosso povo. Espero que essa forma de socialização continue, não só no REDD+, mas em outros projetos também”, declarou o professor e doutor em Antropologia Social, ErcivaldoDamsõkekwa Xerente.

    Território Xerente

    O povo Xerente é o mais numeroso do estado, vivendo nas Terras Indígenas Xerente e Funil, com uma população de cerca de 4 mil pessoas distribuídas em 118 aldeias, segundo o Censo IBGE 2022.

    A coordenadora regional da Funai destacou o alto nível de participação das comunidades nas oficinas. “As comunidades estiveram totalmente envolvidas e empenhadas. Agora, será necessário encontrar formas de manter a comunicação entre o momento das oficinas e a audiência pública, para que dúvidas possam ser esclarecidas até lá”, pontuou.

    As oficinas fazem parte do processo de Consulta Livre, Prévia e Informada (CLPI), garantindo que os participantes compreendam os objetivos do REDD+ e contribuam na definição de como os recursos provenientes da comercialização dos créditos de carbono serão aplicados nos territórios.

    Na ocasião, os Xerente aprovaram a indicação da Articulação dos Povos Indígenas do Tocantins (Arpit) como entidade representativa nas instâncias de governança do Conselho Diretor do Fundo Clima e na Comissão Estadual de Validação e Acompanhamento (Cevat).

    Oficinas

    As oficinas participativas foram realizadas nas aldeias Brupré, Brejo Comprido (16 e 17 deste mês),  e na sequência, Recanto Krité, Funil e no Cemix (19, 20 e 21  ), reunindo caciques, lideranças, professores e membros das comunidades. Durante os encontros, os indígenas puderam conhecer o funcionamento do Programa Jurisdicional de REDD+ e sua participação no Subprograma destinado a Povos Indígenas, Povos e Comunidades Tradicionais e Agricultores Familiares (PIPCTAF).

    Fonte: Ascom Semarh

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