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    Tocantins ganha destaque no encerramento do 1º ciclo de incubação do LABTS, realizado pela UnB e Fundação Banco do Brasil

    RedaçãoPor Redação13 de julho de 20264 minutos de leitura
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    O Tocantins esteve em destaque no encontro de encerramento do 1º ciclo de incubação do Laboratório de Tecnologias Sociais — LABTS, iniciativa realizada pela Universidade de Brasília — UnB em parceria com a Fundação Banco do Brasil. O evento reuniu representantes de tecnologias sociais de diferentes regiões do país, pesquisadores, mentores e equipes técnicas envolvidas no processo de formação, acompanhamento e sistematização das iniciativas selecionadas.

    Representando o Tocantins, participaram do encontro a Tecnologia Social Mulheres Empreendedoras da Amazônia, idealizada por Núbia Dourado, a Mestra Artesã Quilombola Durvalina Ribeiro e a artesã indígena Suelene Xerente. A presença das duas representantes dos saberes tradicionais reforçou a potência cultural do Tocantins e a importância das comunidades indígenas e quilombolas na construção de soluções sociais baseadas na ancestralidade, na memória, no território e na geração de renda.

    Durante o encontro, a exposição de peças artesanais produzidas a partir do capim-dourado também chamou a atenção dos participantes e atraiu olhares para a beleza, a delicadeza e a força simbólica do artesanato tocantinense. As peças apresentadas evidenciaram a riqueza dos saberes tradicionais e o valor cultural do trabalho desenvolvido por artesãs indígenas e quilombolas, que transformam elementos da natureza em arte, identidade, memória e desenvolvimento para seus territórios.

    Exposição de artesanato indígena e quilombola do Tocantins durante o encerramento do 1º ciclo do LABTS, em Brasília.

    A Tecnologia Social Mulheres Empreendedoras da Amazônia atua na valorização dos saberes ancestrais, da cultura, da bioeconomia e da economia criativa, a partir do trabalho desenvolvido com mulheres indígenas e quilombolas do Tocantins. A iniciativa fortalece práticas ligadas ao capim-dourado, ao buriti, às sementes, ao artesanato, ao audiovisual, à comercialização justa e ao protagonismo comunitário.

    Entre as ações realizadas pela iniciativa estão oficinas de formação, feira cultural de artesanato indígena e quilombola, cadastramento de artesãs em plataforma digital e produção de websérie documental. O projeto também promove o diálogo entre tradição e inovação, reconhecendo os saberes dos territórios como tecnologias sociais vivas, capazes de gerar impacto social, cultural e econômico.

    Durante o encerramento, o presidente da Fundação Banco do Brasil, André Castelo, destacou a importância das tecnologias sociais para o desenvolvimento do país e ressaltou o compromisso da instituição com o fortalecimento de soluções construídas a partir das realidades dos territórios. Em sua fala, ele lembrou que a Fundação Banco do Brasil completa 40 anos de atuação e possui mais de duas décadas de trabalho dedicado ao campo das tecnologias sociais.

    André Castelo também enfatizou que o processo de incubação representa um aprendizado mútuo. Segundo ele, mais do que apoiar as organizações participantes, a Fundação e as instituições parceiras também aprendem com as experiências construídas diariamente por comunidades, coletivos e lideranças sociais em seus territórios. A fala reforçou a importância da sistematização das práticas sociais, para que experiências desenvolvidas nos territórios possam ser reconhecidas, fortalecidas e reaplicadas em outros contextos.

    O encerramento do ciclo marcou uma etapa importante de escuta, troca de experiências e fortalecimento das tecnologias sociais selecionadas. Ao longo do processo, as iniciativas passaram por acompanhamento técnico, análise metodológica e reflexão sobre seus impactos, desafios e possibilidades de continuidade e reaplicação.

    No caso do Tocantins, a participação no LABTS reafirma a força de um estado marcado pela diversidade cultural, pela presença de povos indígenas, comunidades quilombolas, mestres da cultura popular, artesãs e guardiãs de saberes tradicionais. A presença de Durvalina Ribeiro e Suelene Xerente simboliza essa força ancestral que nasce nos territórios e se transforma em conhecimento, autonomia, geração de renda e valorização cultural.

    O LABTS tem como objetivo apoiar a sistematização, o aprimoramento e a reaplicação de tecnologias sociais, contribuindo para que experiências já realizadas nos territórios possam ser reconhecidas, fortalecidas e compartilhadas como metodologias capazes de gerar impacto, inclusão, autonomia e desenvolvimento comunitário.

    Com o encerramento deste primeiro ciclo, o Tocantins amplia sua presença no cenário nacional das tecnologias sociais, apresentando ao Brasil uma experiência que conecta cultura viva, saberes ancestrais, território, economia criativa e inovação social.

    Mais do que concluir uma etapa, o encontro aponta para novos caminhos de fortalecimento, reaplicação e valorização das tecnologias sociais brasileiras, com o Tocantins ocupando um lugar importante nessa construção coletiva.

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