Matéria-prima local ganha novos usos por meio do design e amplia possibilidades de aplicação em ambientes externos
Pedra extraída no Tocantins é a matéria-prima de peças autorais desenvolvidas pela Bezerra + Colauto Arquitetos exclusivamente para a Casacor Tocantins 2026. Os objetos são apresentados durante a mostra, em Palmas, e exploram novas aplicações para o material a partir do desenho e do desenvolvimento de produtos.
Para o arquiteto Márcio Colauto, o ponto de partida foi olhar para a pedra além de seu uso habitual na construção. “A ideia foi investigar o que esse material pode se tornar quando passa pelo processo de criação. Não se trata apenas de usar uma pedra do Tocantins, mas de pensar desenho, forma e função a partir de uma matéria-prima que está no nosso território”, afirma.
A proposta também se aproxima de uma discussão em curso no Estado sobre beneficiamento e agregação de valor à produção mineral. A legislação tocantinense prevê o estímulo à transformação de gemas e pedras ornamentais, enquanto iniciativas recentes do governo buscaram referências para ampliar o desenvolvimento dessa cadeia produtiva.
“Quando a matéria-prima passa a ser trabalhada também pelo design, acrescentamos uma camada de criação e identidade ao produto. Temos recursos no Tocantins que podem ser pesquisados e transformados aqui. O design pode ajudar a ampliar esse olhar e mostrar que o valor de um material não está apenas na extração, mas também no que somos capazes de desenvolver a partir dele”, diz Márcio.
Ao levar a pedra tocantinense para o desenho de objetos, a Bezerra + Colauto relaciona arquitetura, produção local e economia criativa. O projeto busca mostrar que materiais encontrados no próprio Estado podem ganhar novos usos e circular em contextos contemporâneos sem perder a ligação com sua origem.
Fonte: Precisa Assessoria e Comunicação

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