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    Povos Tradicionais

    INDTINS articula Assembleias indígenas para discutir implantação de REDD+

    Por Núbia Dourado7 de julho de 20223 minutos de leitura

    As assembleias serão grandes discussões entre os Povos Ãwa, Javaé e Karajá com a Agência Biofix mobilizadas e acompanhadas pelo Instituto Indígena.

    Nesta semana terão início as Assembleias entre os Povos Ãwa os Povos Javaé e Karajá, que vivem na Ilha do Bananal (TO), mobilizadas pelo Instituto Indígena do Tocantins (INDTINS) e a Agência Biofix Consultoria as reuniões discutirão a implantação do REDD+ nas comunidades indígenas. As assembleias desta quinta (7 de julho) acontecerão entre o Povo Ãwa e Javaé, já nos dias 11 e 12 de julho serão específicas para o Povo Karajá.
    Nos encontros as lideranças indígenas se posicionarão sobre a implantação do REDD+, um mecanismo internacional de incentivo a conservação das florestas, a implantação do mecanismo será feita pela Agência Biofix Consultoria, é ela que certificará os créditos de carbono, convertendo-os em recursos financeiros, caso os Povos Indígenas concordem com a proposta.
    As assembleias acontecem em respeito a convenção 169 da Organização Internacional do Trabalho (OIT) que determina que qualquer iniciativa que atinja ou envolva Povos Tradicionais devem ser precedidas de consultas prévias e amplas entre a comunidade.
    Antes das assembleias foram realizadas reuniões entre as lideranças dos Povo Ãwa, Javaé e Karajá em diversas aldeias na Ilha do Bananal, presidente do INDTINS, Narubia Werreria, contou um pouco sobre um dos encontros na aldeia Hawaló.
    “Foi um dia de reunião muito produtiva, nós pudemos levar informações sobre o Projeto REDD+ e os líderes em reunião decidiram que eles querem ouvir mais, querem saber mais sobre o projeto”, detalhou a ativista.
    Os recursos financeiros gerados pela implementação do REDD+ poderão ser usados pelas comunidades indígenas da forma como elas acharem melhor, o cacique Ijani Karajá, da aldeia Santa Izabel, já tem ideias de como o capital poderá ser utilizado.
    “Eu tô gostando muito desse projeto, eu penso que minha comunidade precisa de dinheiro para atender saúde, educação e todas as populações da minha aldeia”, relata a liderança.
    Ainda na luta pela demarcação de sua terra o Povo Ãwa faz parte do dialogo e Kamutaja Ãwa, presidente da APÃWA-TO, associação do seu Povo, e conselheira fiscal do INDTINS destaca que realizar discussões amplas e explicar todo as etapas de implementação do REDD+ o é cumprir com o princípio de autodeterminação dos Povos estabelecido na Constituição Federal.
    “E é exatamente isso que o INDITINS está nos garantindo, levando informações sobre o projeto Ilha do Bananal+ e tirando as dúvidas sobre o REDD+, é importante e necessário que outras possibilidades de condições de vida sejam  propostos”.
    A ativista também destaca a preocupação do Instituto em resguardar os direitos dos Povos Indígenas em um processo tão complicado.

    Conheça o INDTINS

    Fundado em 2002, o Instituto Indígena do Tocantins é uma organização sem fins lucrativos formada por lideranças indígenas do estado e tem como missão a defesa integral dos direitos dos Povos Originários. Além de articular a implementação do REDD+ em comunidades Indígenas o Instituto faz parte do Conselho Estadual de Promoção da Igualdade Racial e está realizando uma campanha de arrecadação para fazer um grande ato contra o Marco temporal em Setembro. Para acompanhar as atividades do INDTINS basta segui-lo em suas redes sociais Instagram e Facebook.

    Fonte: Assessoria de comunicação INDITINS

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