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    Amazônia

    Vozes do Tocantins levam o Cerrado e a pauta da justiça climática à COP30

    RedaçãoPor Redação7 de novembro de 20255 minutos de leitura
    Earthshot Generation

    Do Oscar do meio ambiente à Conferência da ONU, representantes de diferentes regiões do Estado pedem proteção para a savana mais biodiversa do planeta

    O maior evento de enfrentamento à crise climática começa no dia 10 de novembro, em Belém (PA), e reunirá chefes de Estado, sociedade civil e comunidades de todo o mundo para debater alternativas ao colapso climático global. A Coalizão Vozes do Tocantins por Justiça Climática participa pela segunda vez da agenda internacional e anuncia sua delegação, formada por representantes de diferentes territórios do estado.

    Entre os integrantes estão Genifer Oliveira, Edicleia Piabassa, Angélica Beatriz, Maurício Araújo, Laudeci Ribeiro e as juventudes Sarah Tamioso, Geniffe Kariny, Gabriel Cavalcante, Caylane Gleize, Gaby Sousa e Olavo Lisboa. Juntos, representam Palmas, Tocantinópolis, Mateiros, São Félix do Tocantins, Caseara, Porto Nacional e São Valério.

    As agendas do grupo incluem a participação na Zona Azul, Zona Verde e na Cúpula dos Povos, evento paralelo e simultâneo criado para garantir a manifestação de movimentos sociais nas pautas climáticas. Delegação da Associação Pyka Mex (Apinajé), do Movimento Estadual de Direitos Humanos e Ambientais (MEDHA) e do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) também devem se unir ao grupo.

    A participação da rede, composta por quinze organizações, ocorre em um momento importante para o Cerrado, bioma que ocupa cerca de 90% do estado e que é conhecido por sua capilaridade hídrica, distribuindo água para os demais biomas. “A presença do Tocantins na COP30 é estratégica, pois o estado ocupa posição decisiva nas discussões climáticas por estar no bioma Cerrado, um dos principais reguladores do regime hídrico do Brasil. Nossa participação reforça a visibilidade do território e amplia nossa capacidade de incidência pela valorização e proteção desse bioma essencial”, afirma Ediclea Piabassa, bióloga e diretora da Associação Onça D’água.

    Pela defesa do povo no campo

    Segundo dados do ISPN e WWF-Brasil, o Cerrado já perdeu cerca de 50% da vegetação nativa e pode ser considerado o bioma mais ameaçado da atualidade devido ao rápido avanço do agronegócio, do fogo e uso intensivo de defensivos sobre os territórios. Em roda de conversa com lideranças comunitárias foram relatados períodos de seca mais severos, longas distâncias para acessar água potável, aumento na carga de trabalho para as mulheres e impactos na saúde com o aumento das temperaturas. Problemas respiratórios, alergias, contaminação da água e doenças crônicas são observados pelas comunidades como mais frequentes e entre os jovens cresce a pressão para deixar o campo, sendo a permanência no território um desejo, mas também um desafio devido à falta de políticas de educação. cultura e geração de renda no campo.

    Cerrado e Amazônia: biomas interdependentes

    O Tocantins é um ecótono, um encontro dos biomas Cerrado e Amazônia, uma zona de transição e interdependência em que os biomas interagem e se complementam. Não existe Amazônia sem Cerrado e nem Cerrado sem Amazônia, por isso políticas integradas são essenciais para garantir segurança hídrica, biodiversidade e soberania alimentar.

    O avanço das fronteiras agrícolas, a expansão da monocultura irrigada e o desmonte de mecanismos de proteção ambiental ameaçam esse equilíbrio e colocam em risco os rios, os territórios e os modos de vida. A crise climática não atinge todas as populações da mesma forma, os povos indígenas, quilombolas, ribeirinhos, agricultores familiares, juventudes periféricas e mulheres sentem os impactos com mais intensidade. Ao mesmo tempo em que esses grupos são verdadeiros guardiões de conhecimentos, práticas e tecnologias sociais capazes de construir uma transição justa.

    “A COP30 vem num momento estratégico e importante para as vozes do Cerrado que clamam por justiça climática. Os mais afetados são as mulheres e os jovens, que muitas vezes não têm ferramentas para lidar com seca, fogo e enchentes”, afirma Genifer Oliveira, articuladora da Coalizão. “Estamos aqui para garantir que nossas vozes tenham lugar e que nossos territórios não sejam invisibilizados”, complementa.

    A juventude quer ser ouvida

    Como grupo que será mais afetado devido à tendência de eventos climáticos cada vez mais extremos e frequentes, a juventude tocantinense se mostra engajada. “As expectativas para a COP30 passam por defender o Cerrado e denunciar o avanço do desmatamento e das queimadas. Queremos um Cerrado em pé e uma juventude viva, presente e protagonista nessa luta. Sem a presença das juventudes negras, periféricas e indígenas, não há justiça climática possível”, afirma Olavo Lisboa, representante da juventude da Coalizão e participante do Earthshot Generation 2025.

    Earthshot Generation

    Juventudes da Coalizão Vozes do Tocantins, Sarah Tamioso e Olavo Lisboa, foram selecionados para participar do Earthshot Generation, programa que reuniu lideranças entre 18 e 30 anos entre os dias 02 e 06 de novembro no Rio de Janeiro. Os jovens, 50 brasileiros, 15 asiáticos e 15 africanos tiveram a oportunidade de se conectar e conhecer iniciativas de impacto que culminaram no Earthshot Prize, premiação fundada pelo príncipe William, da coroa britânica, para apoiar iniciativas de combate à crise climática.

    A premiação, considerada o Oscar do meio ambiente, foi apresentada por Luciano Hulk e contou com a presença de celebridades nacionais e internacionais como Cafu, Anitta, Gilberto Gil, Rebeca Andrade, Shawn Mendes, Kylie Minogue, entre outros.

    Fonte :Assessoria de Comunicação/Coalizão Vozes do Tocantins

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