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    Natureza

    Microchips são aplicados em filhotes de jaguatirica que são destinados a criadouros

    Por Núbia Dourado28 de janeiro de 20223 minutos de leitura

    Da Redação e Ascom Naturatins

     

    Felinos receberam identificação que é importante para o monitoramento dos animais e observação de sua reabilitação

    Dois filhotes de jaguatirica receberam microchips no Centro da Fauna (Cefau) administrados pelo Instituto Natureza do Tocantins (Naturatins). Os microchips auxiliam na identificação dos animais tanto para a vida livre quanto à destinação a cativeiros, criadouros conservacionistas e zoológicos já que fornecem todo o histórico do animal.

    Nesta sexta-feira, 28, os filhotes de jaguatirica foram destinados a um criadouro conservacionista. Na quarta-feira, 26, os felinos receberam a identificação que se faz importante para que a equipe do Cefau acompanhe o desenvolvimento e possa realizar vistorias nos locais para onde foram destinados a fim de averiguar o bem estar dos animais e o funcionamento do local onde vivem.

    Conforme Daniel Albernaz, zootecnista e coordenador do Cefau, o Centro tem a finalidade de receber, identificar, triar, recuperar e destinar animais silvestres provenientes de ação de fiscalização, resgate ou de entrega voluntária. “Assim todos os animais que passam pelo Cefau recebem um registro e uma identificação, para aves são as anilhas – pequenos anéis -, já os mamíferos e répteis recebem o microchip”, informou o coordenador. “Caso sejam encontrados em óbito, ou em situação de recaptura, a marcação poderá ser muito útil para o rastreio desses animais desde a soltura até o local e o momento onde e quando ele pôde ser visualizado em óbito ou recapturado”, completou ao destacar que o mais importante da identificação é ter a oportunidade de monitorar esses animais e observar sua reabilitação em vida livre. Há ainda fatores como alimentação, reprodução e território, indicadores que só são possíveis através dessa técnica.

    Criadouros conservacionistas

    Criadouros conservacionistas são áreas delimitadas e preparadas, capazes de abrigar e permitir a criação de espécies da fauna silvestre brasileira. Tais locais devem ter assistência de profissionais como biólogo(a) ou veterinário(a).

    “Esses filhotes têm características humanizadas, provavelmente demoraria mais para reintroduzi-los à natureza. A intenção de destinar a um criatório conservacionista é poder preservar essa espécie”, detalhou o médico veterinário do Cefau, Gabriel Rocha.

    Histórico

    Um dos filhotes foi resgatado pela equipe do Naturatins no dia 9 de janeiro deste ano. O resgate aconteceu às margens de rodovia entre Arapoema e Pau D’Arco, ao Norte do Tocantins. A filhote fêmea foi entregue ao Batalhão da Polícia Militar Ambiental (BPMA).

    Jaguatirica

    São um dos felinos mais bem estudados e amplamente distribuídos. Estão presentes em quase toda a América Latina. Em países como os Estados Unidos, a espécie foi praticamente extinta.

    De nome científico Leopardus pardalis, vivem em florestas, campos, savanas e regiões alagadas. Possuem hábitos solitários com atividade predominantemente noturna. Durante o dia, dormem em ocos de árvores ou em arbustos. Possuem habilidades para subir em árvores, saltar e nadar.

    Alimentam-se principalmente de pequenos e médios vertebrados, incluindo os grandes roedores – cutias e pacas -, macacos, preguiças, pequenos roedores e marsupiais – ordem de mamíferos que compreende, entre outros, os gambás, cuícas e cangurus -, aves e répteis.

    Também conhecidas pelos nomes de gato-maracajá-verdadeiro e maracajá-açu, as jaguatiricas têm entre as principais ameaças a destruição de habitat, exploração madeireira e a caça.

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